No Sábado assisti a uma corrida diferente na Moita.
Quando saíram os primeiros quatro toiros perguntei-me se estaria mesmo perante um curro Palha tal era a nobreza e facilidade apresentada pelos astados.
O primeiro saíu nobre e fácil sem grande casta. António Telles deu-lhe uma lide correcta mas sem grande brilhantismo.
O segundo saíu nobre e muito bravo. Foi um toiro de vacas que Vítor Ribeiro aproveitou ao máximo para triunfar na sua reaparição.
O terceiro toiro era um manso sem maldade que Gilberto Filipe lidou bem dentro das possíbilidades que o touro lhe ofereceu.
O quarto toiro foi bravo e permitiu a António Telles uma boa faena com ferros à Telles, de frente e ao estribo. Após a volta com o forcado, o cavaleiro pediu ao maioral para se deslocar ao centro da arena e os três foram aplaudidos pelo público.
A partir daqui vieram os Palhas de antigamente. Duros, encastados e difíceis para os toureiros.
O quinto toiro foi bravo e encastado a pedir contas a sério. Arrancava para o cavalo só quando via reais hipóteses de o apanhar e transmitia muita emoção ás lides.
O sexto foi um manso encastado que se reservava em tábuas e para o qual Gilberto Filipe não teve recursos suficientes. O touro chegou muito inteiro aos forcados, bateu muito forte, mandou um para a enfermaria e desfez o grupo até à sexta tentativa.
Em suma, duas touradas distintas numa só, com touros bem apresentados e muito diferentes uns dos outros. O maestro
Telles com uma boa lide, um Vítor Ribeiro reaparecido e brilhante e um Gilberto Filipe azarado com o seu lote.
Há 10 anos






























