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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ontem no Campo Pequeno


Duas lides em plano de figura de Vitor Ribeiro, duas lides regulares de Manuel Lupi e um Salgueiro da Costa de verdade e pureza.

3 grandes pegas, uma de cada grupo num dia de homenagem ao forcado em que 5 pegas foram muito boas e ao primeiro intento e a última a um touro difícil só resultou à terceira tentativa.

A melhor pega foi do cabo de Montemor José Maria Cortes que deu duas voltas à arena após a lide do quinto da noite. O prémio para melhor grupo foi para Santarém. No caso do melhor grupo penso que Montemor terá estado melhor até que Santarém visto que os seus forcados da cara arriscaram mais dando mais distancia ao primeiro ajuda. Ainda assim, o prémio de melhor grupo não deixa de estar bem entregue a Santarém.

A segunda melhor pega da noite foi sem dúvida do cabo de Lisboa Pedro Maria Gomes que citou o touro muito bem e resolveu com uma facilidade que só os grandes forcados conseguem obter.

Os touros saíram bem apresentados, a exigirem as coisas bem feitas, bravos embora sem nenhum deles deslumbrar. O último estava sobrado de peso e parou-se cedo demais sendo que também foi o mais manso e perigoso.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Veiga Teixeira no Campo Pequeno - Parte 2


Para aqueles que são mais aficionados ao touro do que ao toureiro vem aí uma das corridas de touros que mais expectativa gera. Os touros de Veiga Teixeira vão entrar na arena do Campo Pequeno já na próxima Quinta-Feira e o ganadeiro tem a ilusão que os touros possam sair à arena a pedir contas aos cavaleiros. É para isso que ele assumidamente trabalha, para que os seus touros saiam bravos e a pedirem arte e oficio aos cavaleiros.

Este ano no Campo Pequeno, já houve vários triunfos tanto de ganadeiros como de cavaleiros e de matadores. Até agora, das ganadarias duras assistimos ao triunfo de Pinto Barreiros (grande corrida) e Luís Rocha (1 touro apenas mas excelente) e obtivemos decepção da ganadaria de Murteira Grave e Vinhas. Em relação ás ganadarias não duras houve um triunfo de Rego Botelho nas lides apeadas e pouco mais. Apesar das várias portas grandes que Passanha e Cortes Moura proporcionaram aos cavaleiros que as lidaram, os touros saíram nobres mas sem transmissão e bravura suficiente para serem os protagonistas da noite.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Veiga Teixeira no Campo Pequeno - Parte 1

Em Espanha denominam-se as corridas de touros em duas vertentes. As duras e as não duras (comerciais). Denomina-se por corrida dura aquela que tem uma ganadaria cujos toureiros têm reservas em tourear. Normalmente são compostas por touros difíceis, cuja selecção ganadera é efectuada com o objectivo de encontrar um touro encastado e que crie emoção e perigo na arena. São touros de elevado porte (em esqueleto e nem sempre em peso) e de investida pouco previsível, logo nada propícios a triunfos fáceis. No toureio a pé em Portugal raramente se lidam corridas deste tipo sendo que a ganadaria mais dura de Portugal deverá ser a de Palha. No toureio a cavalo as ganadarias de Canas Vigouroux, Vale Sorraia, Rio Frio, Pinto Barreiros, Veiga Teixeira, Murteira Grave, Fernando Palha entre outras são as mais temidas entre os cavaleiros.

As corridas não duras são exactamente o contrário das anteriores. São compostas por ganadarias cujos touros são seleccionados com o objectivo de terem acima de tudo toureabilidade e nobreza. As tentas são efectuadas pelas principais figuras da actualidade sendo que são eles que acabam por aprovar ou rejeitar os animais conforme estes são mais ou menos a seu gosto. São também as figuras que impõem as ganadarias que mais lhes agradam para lidarem nas feiras mais importantes, sendo por isso que estas corridas se denominam também de comerciais. Em Portugal, as ganadarias mais ao gosto dos toureiros no toureio a pé são a de Falé Filipe e Ortigão Costa. Para o toureio a cavalo são as Murubes de Passanha, Cortes Moura, Romão Tenónio, Inácio Ramos ou Branco Núncio.