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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Campo Pequeno ontem à noite


António Telles rubricou a melhor lide da noite no primeiro touro da corrida. Esteve correcto a cravar, bem a lidar e contou com a colaboração de um excelente Vinhas. No seu segundo o touro tinha alguma maldade e António não lhe conseguiu dar a volta. Volta com grande ovação no primeiro touro e ovação no segundo.

Pablo Hermoso de Mendoza esteve muito bem a receber o primeiro touro que o apertou imenso devido à pata que trouxe dos curros e ao facto de o toureiro navarro ter prescindido dos seus bandarilheiros. A seguir fez dois emocionantes quiebros com o Van Gogh para deixar dois bons ferros e parar o touro nos médios. O touro aprendeu depressa (os Vinhas não são as tourinhas dos Murubes) e deixou de ir ao engano dos quiebros e então Pablo sacou do Ícaro para deixar o público em êxtase com os desplantes que este cavalo apresenta. O segundo touro de Pablo foi um Vinhas que não causou problemas de saída e que rapidamente se parou. O toureiro necessitou de ir buscar todos os seus recursos e com o Chenel lá tirou uma lide a um toiro que tinha muito pouco para tirar. A seguir vieram as piruetas e as curtas com o touro completamente parado mas ainda assim a chegarem ao público. Boa passagem de Pablo pelo Campo Pequeno.

Manuel Telles Bastos esteve regular nos seus dois touros que foram os mais difíceis da noite. Ainda assim o toureiro mostrou ofício e soube dar lide correcta a ambos ficando alguns ferros na memória, nomeadamente o último da noite. Como é seu apanágio foi sempre de frente e dando a cara. Os primeiros compridos de cada touro não lhe saíram bem pois ficaram sempre algo descaídos e traseiros mas depois emendou a ferragem. A égua Rosa está num bom momento e o último cavalo com o ferro LR é um craque (que andava nas mãos de Vítor Ribeiro) e ao qual o cavaleiro ainda não está totalmente acoplado.

Os Vinhas cumpriram na generalidade. Muito bom o primeiro e o segundo. Difícil o terceiro, o quarto e o sexto. Muito parado mas sem maldade o quinto.

Os forcados do Aposento da Moita triunfaram forte principalmente na pega ao quinto toiro executada por Nuno Carvalho. Foi provavelmente o momento da noite.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Toiros em tipo

é meio caminho andado para a bravura.

Mais importante do que os touros estarem pesados é estarem bem rematados e em tipo da sua ganadaria.

Pelos pesos que apresentam os Vinhas de hoje à noite no Campo Pequeno (à volta de 500Kg), é isso que parece que vai acontecer.

Não compreendo esta moda que veio de Madrid de os touros terem que ter todos à volta de 600 kg. De que vale ter um corpo com 600 Kg num esqueleto que só aguenta e dá mobilidade a 500?

Esta é só mais uma fezada de que hoje pode ser uma grande noite de touros em Lisboa.

Pablo hoje no Campo Pequeno

Pablo Hermoso de Mandonza vem hoje ao Campo Pequeno compartir cartel com António Telles e Ribeiro Telles Bastos na lide de touros Vinhas.

A praça do Campo Pequeno vai hoje de certeza ter uma boa enchente. Além do bom cartel, o grande atractivo da corrida deve-se ao facto de Pablo vir tourear pela primeira vez desde à muitos anos outros touros que não sejam os fáceis dos murubes.

Que os Vinhas tragam bravura e peçam meças aos cavaleiros é o que se pede e espera para hoje.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Campo Pequeno - Um pouco de história


A primeira Praça de Toiros da cidade de Lisboa foi erguida na Campo Santana em 1831. O sucesso foi de tal forma assinalável que, passados alguns anos, a sua dimensão tornou-se parca e insegura para acolher todos aqueles que queriam assistir ás corridas de toiros. Foi então cedido, pelo Município de Lisboa, um terreno baldio na zona do Campo Pequeno onde, já no século XVIII, se tinham efectuado corridas de toiros. As obras de construção da Praça iniciaram-se no principio de 1891 tendo sido projectada pelo arquitecto António José Dias da Silva (1848-1912) e, em 18 de Agosto de 1892 a Praça de Toiros do Campo Pequeno abriu as suas portas com uma gala, com pompa e a circunstância, adaptada à exigência deste momento alto para a cidade de Lisboa. Actuaram os cavaleiros Fernando Tinoco e Fernando d'Oliveira com touros de Infante da Câmara. Desde então a sua monumentalidade e beleza são emblemas da cidade de Lisboa.

Nos anos 90 a praça já não apresentava aquele grande ambiente de outros tempos e no ano 2000 encerrou devido à falta de condições para a realização de espectáculos taurinos e a falta de viabilidade financeira. Uma enorme remodelação deu-se neste recinto durante seis anos e transformou-o naquilo que é hoje, um pólo de atracção permanente, onde as pessoas podem desfrutar de bons e variados momentos de lazer. A partir de 2006, através da fantástica Sala de Espectáculos com capacidade para 10 000 pessoas, Galeria Comercial com 60 lojas, 10 bares, esplanadas, 8 Salas de Cinema e Parque de Estacionamento para 1 250 viaturas, fez com que o Centro de Lazer do Campo Pequeno deslocalizasse a população da cidade de Lisboa, para esta área, tornando-se um centro de atenções.

No que respeita à tauromaquia, o Campo Pequeno teve a sua reinauguração em 2006 com a presença dos cavaleiros João Moura, António Telles e Rui Fernandes que lidaram toiros Vinhas. Dessa corrida ficou na memória uma casa a abarrotar pelas costuras e uma enorme lide de António Telles.

sábado, 20 de setembro de 2008

Triunfo de Ventura na Moita


Espectacular corrida de toiros na Moita na penúltima tourada das tradicionais festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Com a praça Daniel Nascimento a registar a sua primeira enchente dos últimos 20 anos perfilaram-se os cavaleiros João Moura, Diego Ventura e Manuel Lupi.

O maestro de Monforte abriu praça com um toiro que veio a menos e que não permitiu a glória ao cavaleiro. O toiro até teve condições de lide mas o cavaleiro entusiasmado com a capacidade do seu cavalo Merlin abusou dos ferros e acabou por não conseguir triunfar. O segundo toiro foi bastante mais complicado mas Moura com uma lide excelente e com 5 bandarilhas de grande nível acabou por sair por cima.

A seguir entrou em cena o furacão chamado Ventura. Duas lides espectaculares do rejoneador luso-espanhol. Ventura tem cavalos que lhe dão soluções para tudo e mais alguma coisa. Em destaque o sempre espectacular cavalo Morante que lança afiadas dentadas aos toiros, o cavalo Califa com o qual o cavaleiro coloca pares de bandarilhas curtas com grande nível e a grande estrela da sua cuadra, o Distinto. Este cavalo é realmente espectacular porque cita os toiros a menos de três metros de distância e aplica espectaculares quiebros andando para trás. No seu primeiro toiro, o rejoneador, deu volta e foi fortemente ovacionado e no seu segundo deu duas voltas a pedido do público e ovação no meio da praça com todo o público de pé. Grande triunfo de Ventura na Moita.

Por fim o jovem Lupi. O cavaleiro de Rio Frio obteve uma primeira lide sem grande história visto que o toiro se recolhia muito em tábuas. No seu segundo obteve grandes momentos muito graças ao seu cavalo russo que é craque e com o qual o cavaleiro forma uma simbiose perfeita. Lupi mostrou que está muito mais maduro desde a sua alternativa e que no futuro poderá vir a ser uma primeira figura tal como os cavaleiros que debutaram em conjunto com ele nesta noite.

Destaque também para o grupo do Aposento da Moita que efectuou excelentes pegas quase todas à primeira e para o espectacular curro da ganadaria Vinhas, com excelente apresentação e pesos ajustados. Especial destaque para o segundo toiro da noite que claramente merece o regresso ao campo para semental tal o valor demonstrado em praça.