sábado, 30 de julho de 2011

Carlos Relvas reabre

Após muitos anos de encerramento, a Monumental Praça de Touros Carlos Relvas em Setúbal vai reabrir com dois espectáculos já agendados. A praça de Setúbal é das maiores e mais míticas do nosso país e é um feito de enorme valor ter conseguido recupera-la. Todo esse trabalho deve-se à empresa Aplaudir e principalmente à coragem de João Pedro Bolota. Esperemos agora por cartéis bem montados para devolver à praça, além dos toureiros e dos touros também o público que é o mais importante da festa brava.

Penso que o esforço da Aplaudir para reabilitar a praça merecia que os artistas que se apresentam nela actuassem com um desconto significativo em relação ao que costumam cobrar em outras praças de importância semelhante durante os próximos dois ou três anos até porque no fundo, são eles os principais beneficiados desta re-abertura.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ontem no Campo Pequeno


Duas lides em plano de figura de Vitor Ribeiro, duas lides regulares de Manuel Lupi e um Salgueiro da Costa de verdade e pureza.

3 grandes pegas, uma de cada grupo num dia de homenagem ao forcado em que 5 pegas foram muito boas e ao primeiro intento e a última a um touro difícil só resultou à terceira tentativa.

A melhor pega foi do cabo de Montemor José Maria Cortes que deu duas voltas à arena após a lide do quinto da noite. O prémio para melhor grupo foi para Santarém. No caso do melhor grupo penso que Montemor terá estado melhor até que Santarém visto que os seus forcados da cara arriscaram mais dando mais distancia ao primeiro ajuda. Ainda assim, o prémio de melhor grupo não deixa de estar bem entregue a Santarém.

A segunda melhor pega da noite foi sem dúvida do cabo de Lisboa Pedro Maria Gomes que citou o touro muito bem e resolveu com uma facilidade que só os grandes forcados conseguem obter.

Os touros saíram bem apresentados, a exigirem as coisas bem feitas, bravos embora sem nenhum deles deslumbrar. O último estava sobrado de peso e parou-se cedo demais sendo que também foi o mais manso e perigoso.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Simplesmente Distinto

Na semana passada morreu o cavalo Distinto de Diego Ventura.

Distinto foi um cavalo super craque de Diego Ventura. Tinha 9 anos quando sucumbiu a uma operação a uma hérnia.

Para mim, não tenho dúvidas nenhumas em considerar que este cavalo foi o melhor que vi em praça desde sempre. Como Ventura diz no seu site, "Hay caballos buenos, caballos excepcionales y después, unos pasos más allá, estaba ‘Distinto’."

Distinto tinha tudo: valentia, toreria, beleza, alegria, presença, habilidade, físico, etc. No entanto o que o distinguia dos demais era o seu sítio. Distinto tinha um sítio toureiro que não está ao alcance de todos e raramente o perdia porque também raramente se deixava tocar pelos touros. Apesar de os citar muito em curto Distinto conseguia recuar na cara do touro e ainda assim fazer o quiebro para depois sair da sorte em redondo e com limpeza. Demonstrava uma calma fantástica e uma acoplação ao seu cavaleiro extraordinária. Quando Ventura montava este cavalo notava-se claramente que cavalo e cavaleiro formavam um único ser, um ser muito toureiro. Distinto era cavalo para compreender todos os touros e será para sempre insubstituível.

Da qualidade de Distinto, hoje em dia, temos apenas mais dois ou três cavalos a actuar. Esperemos que nos acompanhem durante muitos anos nos ruedos deste mundo.

Nota: Depois de Guaraná e de Manzanares este é o terceiro craque que Ventura perde. As mortes têm ocorrido todas por causas fisiológicas e nunca por cornadas e por isso urge que o rejoneador tire conclusões e tente minimizar os riscos ao máximo para que não se repitam casos semelhantes. Por outro lado, temos que dar os parabéns a Ventura por ter uma capacidade de trabalho extraordinária e continuar a por cavalos em plano de figura.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amanhã....

Homenagem ao grande cavalo DISTINTO.

Nome: Distinto
Raça: Luso Árabe (Filho do Lusitano Veiga Nilo logo irmão de Cagancho por exemplo).
Pelagem: Ruça
Ano nascimento: 2000
Ferro: Francisco Pereira.
Ano de debute: 2006 (em Roquetas de Mar)

Veiga Teixeira no Campo Pequeno - Parte 2


Para aqueles que são mais aficionados ao touro do que ao toureiro vem aí uma das corridas de touros que mais expectativa gera. Os touros de Veiga Teixeira vão entrar na arena do Campo Pequeno já na próxima Quinta-Feira e o ganadeiro tem a ilusão que os touros possam sair à arena a pedir contas aos cavaleiros. É para isso que ele assumidamente trabalha, para que os seus touros saiam bravos e a pedirem arte e oficio aos cavaleiros.

Este ano no Campo Pequeno, já houve vários triunfos tanto de ganadeiros como de cavaleiros e de matadores. Até agora, das ganadarias duras assistimos ao triunfo de Pinto Barreiros (grande corrida) e Luís Rocha (1 touro apenas mas excelente) e obtivemos decepção da ganadaria de Murteira Grave e Vinhas. Em relação ás ganadarias não duras houve um triunfo de Rego Botelho nas lides apeadas e pouco mais. Apesar das várias portas grandes que Passanha e Cortes Moura proporcionaram aos cavaleiros que as lidaram, os touros saíram nobres mas sem transmissão e bravura suficiente para serem os protagonistas da noite.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Veiga Teixeira no Campo Pequeno - Parte 1

Em Espanha denominam-se as corridas de touros em duas vertentes. As duras e as não duras (comerciais). Denomina-se por corrida dura aquela que tem uma ganadaria cujos toureiros têm reservas em tourear. Normalmente são compostas por touros difíceis, cuja selecção ganadera é efectuada com o objectivo de encontrar um touro encastado e que crie emoção e perigo na arena. São touros de elevado porte (em esqueleto e nem sempre em peso) e de investida pouco previsível, logo nada propícios a triunfos fáceis. No toureio a pé em Portugal raramente se lidam corridas deste tipo sendo que a ganadaria mais dura de Portugal deverá ser a de Palha. No toureio a cavalo as ganadarias de Canas Vigouroux, Vale Sorraia, Rio Frio, Pinto Barreiros, Veiga Teixeira, Murteira Grave, Fernando Palha entre outras são as mais temidas entre os cavaleiros.

As corridas não duras são exactamente o contrário das anteriores. São compostas por ganadarias cujos touros são seleccionados com o objectivo de terem acima de tudo toureabilidade e nobreza. As tentas são efectuadas pelas principais figuras da actualidade sendo que são eles que acabam por aprovar ou rejeitar os animais conforme estes são mais ou menos a seu gosto. São também as figuras que impõem as ganadarias que mais lhes agradam para lidarem nas feiras mais importantes, sendo por isso que estas corridas se denominam também de comerciais. Em Portugal, as ganadarias mais ao gosto dos toureiros no toureio a pé são a de Falé Filipe e Ortigão Costa. Para o toureio a cavalo são as Murubes de Passanha, Cortes Moura, Romão Tenónio, Inácio Ramos ou Branco Núncio.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Voltareta em Albufeira

Manuel Dias Gomes foi volteado sem consequências de maior ontem em Albufeira por um novilho de Fernando Santos. Em relaçao ao resto da corrida nota para a boa prestaçao de Marco José muito bem montado e para o quarto e último novilho bastante bravo.