quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mais uma novilhada no Campo Pequeno

Apesar de o abono conter apenas uma novilhada de novos valores hoje, tal como no ano passado, a ganadera Guiomar Cortes Moura vai apresentar um curro de pesados novilhos na praça do Campo Pequeno. Os pesos são de respeito mas a idade dos supostos touros não engana. São NOVILHOS e lidar novilhos não é a mesma coisa que lidar touros com 4 ou 5 anos. Ainda por cima quando todos sabemos que estes novilhos são impostos por uma suposta figura como Ventura que para o ser por terras lusitanas ainda terá que se expor muito mais a touros de verdade. Na primeira aparição de Ventura este ano no Campo Pequeno os Graves andaram atolados em tanta areia que havia no ruedo e agora lidam-se Novilhos nhoc nhoc.

Assim não há dúvidas... quem for ao Campo Pequeno sai com certeza de uma porta grande bem forjada!

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Esperemos uma casa cheia e muitas assinaturas.

Força aficionados!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Falece mais um cavalo toureiro


Desta vez foi Belmontim que sucumbiu dentro da praça de Angra do Heroísmo vítima de um ataque cardíaco. Este tipo de acontecimentos é altamente improvável, principalmente em cavalos já rodados como era o caso, mas por vezes acontece. Belmontim era filho do cavalo veterano da casa Moura Belmonte e estava em fase de afirmação. Estava no auge da idade e em grande forma sendo que nada fazia prever tal tragédia.

Tal a quantidade e qualidade de cavalos existente na casa Moura este falecimento não é uma grande perda para a carreira dos Mourinhas. A nível artístico terá rapidamente um substituto à altura que faça o cavaleiro continuar a triunfar por todas as praças.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Que raio de nojo foi aquele que se passou no Montijo

Mas que raio de corrida foi esta que se passou no Montijo na sexta feira?

Touros espanhóis bem apresentados mas mansos até dizer chega, forcados pouco rodados a meterem-se à frente de bichos de 700 kg, pegas com 18 forcados dentro da arena, touro vivo a recolher aos currais, transmissão televisiva mais uma vez com uma realização nojenta, espectáculo com quase 4 horas de duração...

Assim não se promove a festa brava.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Burladeros e Forcados

Limitar a discussão da colocação de burladeros durante a actuação dos forcados é demasiado redutor. Deve-se sim discutir a colocação dos mesmos durante toda a lide a cavalo, que começa com os ferros compridos, seguindo-se as bandarilhas e que termina com a pega por parte dos forcados.

Para quem já montou a cavalo num tentadero sabe que os burladeros representam efectivamente um perigo acrescido durante a lide. É por essa razão que, nos tentaderos que são propriedade de cavaleiros, os burladeros são construidos recolhidos e à face em relação ao resto da trincheira como se pode ver na foto do tentadero do cavaleiro Rui Salvador.

Para os forcados também é um foco de perigo a existência de burladeros na arena pois durante a pega o forcado da cara ou um dos ajudas pode embater contra a esquina de um burladero e ficar gravemente ferido.

Então para que existem burladeros?
Os burladeros são fundamentais para as lides apeadas. É o local onde se resguardam os bandarilheiros durante a faena de muleta do matador de toiros. Caso aconteça algum precalço ao matador permite que os seus auxiliares cheguem mais rápido ao pé de si. Se já é difícil que as grandes figuras do toureio apeado venham a Portugal sem corridas picadas, seria ainda mais difícil convence-los a vir sem a colocação dos burladeros.


Porque é que os burladeros não são retirados durante as lides a cavalo?

Efectivamente colocar 4 burladeros numa praça de toiros demora o seu tempo e é prejudicial ao andamento do espectáculo.

Qual é a solução?
Se colocar os burladeros é uma situação muito morosa retira-los, por sua vez, é bastante mais rápido. Assim sendo, e visto que a corrida à Portuguesa, em Portugal, é bem mais tradicional e popular do que as lides a pé, dever-se-á colocar os matadores a abrir praça retirando posteriormente os burladeros. Caso a corrida seja de dois touros para cada toureiro recolocavam-se os burladeros ao intervalo sem haver cortes de tempo. Se em Espanha os rejoneadores abrem praça aos matadores aqui seria bastante normal que o inverso acontecesse.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Conclusões do diário ABC

O diário espanhol ABC publicou uma crónica com um balanço das recentes Feiras de San Isidro e Aniversário. Em linhas gerais e no que toca ao toureio a pé concordo com tudo o que foi escrito não deixando de achar que algumas coisas ficam por dizer, nomeadamente em relação ás ganadarias. No que toca ao rejoneio não concordo com a análise no sentido de achar que ainda falta muito para que se possa ver toureio a cavalo com brilhantismo e valentia em Madrid.


Crónica do ABC:
Después de un mes prácticamente seguido de festejos en Las Ventas, se imponen algunas conclusiones.

1.- Aunque suela negarse, en la Fiesta hay bastante lógica. Se producen sorpresas, siempre hay un margen imprevisible pero, habitualmente, las cosas salen mejor si se preparan bien que si no se hace así. Este año, todos sabemos que la Feria de San Isidro tenía mejores carteles y la del Aniversario, peores: así ha sido el resultado de las dos.

2.- Al hablar de mejores carteles, solemos referirnos a los diestros, no a los toros. Ya advertimos que el panorama de los toros anunciados nos daba más miedo. Por desgracia, los temores se han confirmado, en varios aspectos: muchos toros han sido rechazados en los reconocimientos, sobre todo (pero no exclusivamente) cuando llegan las figuras; ha bajado el nivel de presentación, de trapío; lo que es peor, han escaseado demasiado los toros bravos. Aducen algunos que ha habido toros propicios para el triunfo que se han desaprovechado. Es verdad. Pero también lo es que la mayoría de esos toros eran de los que «se dejan», suaves y nobles, no de los auténticamente bravos. La prueba: la dificultad para encontrar toros premiables, que ha llevado a decisiones muy discutibles...

3.- El número de puertas grandes abiertas por los toreros ha subido bastante este año: Manzanares ha confirmado que es ahora la gran figura; Talavante se ha incorporado al grupo de cabeza con su toreo al natural; César Jiménez ha recuperado su puesto... A su lado, Morante no ha tenido fortuna pero demuestra siempre que puede cambiar todo con unos lances. Aunque algún sector no lo acepte, El Juli sigue dando lecciones de técnica (y también de responsabilidad: es el único, entre las figuras, que acude dos tardes a la dura Feria de San Fermín). La revelación indiscutible, por valor y guapeza al matar, se llama Iván Fandiño.

4.- Ha sido un acierto la apuesta por los diestros mexicanos: todos ellos, matadores y novilleros, han pasado la prueba con valor y dignidad.

5.-Entre los novilleros, han destacado Víctor Barrio, Sergio Flores y Rafael Cerro. (Se ha equivocado Juan del Álamo no acudiendo a Madrid,en vísperas de su alternativa).

6.- Los rejoneadores siguen garantizando un espectáculo brillante y muy rentable. Han abierto la puerta grande Diego Ventura y Leonardo Hernández, mantiene su magisterio Pablo Hermoso de

Mendoza.

7.- La llamda Feria del Aniversario, separada pero pegada a San Isidro, no tiene ya razón de ser.

El resumen es muy claro: al margen de Ponce y José Tomás, que no pelean en esta guerra, las figuras indiscutibles son Manzanares, El Juli y Morante; se incorpora a este grupo Talavante. De ellos a los demás, va demasiada distancia.

Lo más preocupante: la situación de las ganaderías. Deberían reflexionar de verdad sobre ello, hacer examen de conciencia y propósito de la enmienda todos los sectores profesionales implicados: además de los ganaderos, las figuras del toreo y sus apoderados, los veedores, empresarios, veterinarios y Presidentes.

¿Confiamos en que lo hagan?...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Malapata de cavalos toureiros

Este ano tem ficado marcado pela perda de vários cavalos toureiros craques.

O primeiro azarado foi Passapé da quadra de Moura Caetano. Passapé era um cavalo com ferro da casa Paulo Caetano e era um verdadeiro craque. Era um cavalo que citava os touros muito de perto à semelhança do que faz o cavalo Distinto de Ventura. Quebrava sempre no último instante o que lhe custava alguns toques com touros com pouca investida. Estava no seu auge quando à uns dias uma cornada numa pata lhe fracturou o fémur em dois sítios diferentes tendo que ser abatido no pátio de cavalos de Las Ventas - Madrid.

Poucos dias depois da morte do Passapé na arena morre Fuzilero, um cavalo tordo em face branca de Pablo Hermoso de Mendoza. O Fuzilero morreu na herdade de Pablo em Estella, Navarra depois de estar jubilado à cerca de 3 anos. Fuzilero era um cavalo de ferro Rio Frio que pertenceu ao cavaleiro João Salgueiro que não se entendeu bem com ele. Vendeu-o em 1999 ao cavaleiro de Navarra que nas primeiras épocas também teve algumas dificuldades com ele mas depois o cavalo foi ganhando o seu lugar na quadra maravilha de Pablo obtendo grandes triunfos principalmente nas digressões mexicanas. Fuzilero era um cavalo muito completo mas que precisava de um touro com mobilidade como é o Mexicano ou o Português. Enfrentava o touro de frente com uma bela batida ao pinton contrário e saía da sorte fazendo piruetas ajustadíssimas na cara do touro. Era um cavalo extremamente curto pelo que rodava sobre os seus quartos traseiros com imensa facilidade. Morreu aos 27 anos de velhice depois de centenas de touros toureados e de ter passado os seus últimos 3 anos em gozo de plena liberdade e a padrear.

Por fim chegou-me a notícia da morte do cavalo Van Gogh da quadra de João Salgueiro. Ao que apurei o cavalo morreu de causas naturais durante um treino em Valada do Ribatejo. Nos últimos anos, este cavalo foi o seu principal craque juntamente com o Zamorin, proporcionando-lhe grandes triunfos. Era um cavalo que citava os toiros a galope de praça a praça e que os atacava fazendo um quiebro muito acentuado e ajustado. Tinha o ferro de Afonso Lopes e era já um veterano, apesar de ainda ter muito para dar à tauromaquia.

A festa dos touros é mesmo assim, dá e tira. Casos como os destes três cavalos são raríssimos. O mais normal num cavalo de toureio é apresentar-se em praça ao mais alto nível enquanto tem capacidades físicas para isso e à medida que a idade vai avançando é vendido inicialmente a cavaleiros mais jovens com menos posses e depois a pessoas comuns que procuram um cavalo arranjado para dar uns passeios ou para aprender a montar. Mortes em praça como aconteceu com o Passapé são felizmente cada vez mais raras. Apesar de todos os cuidados veterinários que actualmente os cavalos são alvo, é ainda bastante normal haver cavalos a morrer de causas cardíacas como o Van Gogh ou alvo de cólicas intestinais. Casos como o do Fuzilero é que são absolutamente raros. Esteve em alto nível até muito tarde e depois teve a merecida reforma morrendo em casa de velhice e com todas as condições. Pablo está de parabéns porque é um cavaleiro agradecido aos seus cavalos mais artistas e um exemplo para todos os que gostam verdadeiramente destes animais tão nobres que são os cavalos toureiros.

PS: Nota para o facto de todos estes cavalos serem Lusitanos e nascidos em Portugal. Fuzilero foi o cavalo mais querido da aficion Mexicana nos périplos que Pablo fez pelo México. Esta admiração deve-se sobretudo ás piruetas que o cavalo dava na cara dos touros.