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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Momento mais nostálgico
O momento mais nostálgico da época foi a despedida do maestro Paulo Caetano. Sem avisar ninguém e sem que fosse minimamente previsível, o cavaleiro radicado em Monforte decidiu aproveitar a melhor época realizada até agora pelo seu filho João para abandonar as arenas. Na minha opinião deveria te-lo decidido fazer com alguma antecedência e avisando os aficionados. Fazer uma época de despedida impunha-se a uma figura como Paulo Caetano. Esperemos que continue ligado activamente à festa brava.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Paulo Caetano anunciou
ontem no Campo Pequeno que não se vai vestir mais de casaca.
Um maestro desta envergadura merecia uma temporada de despedida a sério.

Que raio de ideia foi esta agora de deixar as arenas assim numa corrida da treta com meia casa?
Vamos lá a repensar isso e a fazer uma temporada de despedida com 10 ou 15 corridas passando por todas as praças importantes com bons touros e bons cartéis Sr Paulo Caetano. E já agora avise com antecedência para os seus aficionados o poderem ir ver.
Um maestro desta envergadura merecia uma temporada de despedida a sério.

Que raio de ideia foi esta agora de deixar as arenas assim numa corrida da treta com meia casa?
Vamos lá a repensar isso e a fazer uma temporada de despedida com 10 ou 15 corridas passando por todas as praças importantes com bons touros e bons cartéis Sr Paulo Caetano. E já agora avise com antecedência para os seus aficionados o poderem ir ver.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Caetanos no Campo Pequeno
O cartel desta quinta-feira no Campo Pequeno está bem montado.

Perguntarão os meus caros leitores se eu desta vez não me vou insurgir contra o facto de a cavalo se lidarem dois touros Passanhas. Pois é... desta vez não vou... mas só por uma simples razão chamada Paulo Caetano. Este cavaleiro já toureou de tudo na sua longa carreira e ultimamente optou e bem por reduzir o número de corridas por temporada a uma ou duas aparições. Tem o estatuto e o direito de escolher quando quer aparecer e com que touros o deseja fazer. Um touro nesta noite vai saber a pouco.
O mesmo se aplica a Vítor Mendes. A sua brilhante carreira faz com que hoje ainda se suspire por um matador de touros que o substitua na ribalta. Aparece todos os anos em três ou quatro corridas e faz-nos o favor de ir ao Campo Pequeno mostrar aos novos como é que se faz. Tem o direito de querer lidar os touros mais cómodos e assim aproveita para dar oportunidade aos mais jovens de também triunfarem.
Por tudo isto parece-me que este cartel tem tudo para funcionar artisticamente. A nível de bilheteira o maestro vai levar gente com toda a certeza às bancadas e o seu filho Moura Caetano também ajudará devido ao momento que atravessa. Falta ainda assim algo ao toureio a pé para meter gente nas bancadas. Acho que um toureiro que se enfrentasse com uma ganadaria dura no Campo Pequeno e triunfasse podia mudar as coisas.

Perguntarão os meus caros leitores se eu desta vez não me vou insurgir contra o facto de a cavalo se lidarem dois touros Passanhas. Pois é... desta vez não vou... mas só por uma simples razão chamada Paulo Caetano. Este cavaleiro já toureou de tudo na sua longa carreira e ultimamente optou e bem por reduzir o número de corridas por temporada a uma ou duas aparições. Tem o estatuto e o direito de escolher quando quer aparecer e com que touros o deseja fazer. Um touro nesta noite vai saber a pouco.
O mesmo se aplica a Vítor Mendes. A sua brilhante carreira faz com que hoje ainda se suspire por um matador de touros que o substitua na ribalta. Aparece todos os anos em três ou quatro corridas e faz-nos o favor de ir ao Campo Pequeno mostrar aos novos como é que se faz. Tem o direito de querer lidar os touros mais cómodos e assim aproveita para dar oportunidade aos mais jovens de também triunfarem.
Por tudo isto parece-me que este cartel tem tudo para funcionar artisticamente. A nível de bilheteira o maestro vai levar gente com toda a certeza às bancadas e o seu filho Moura Caetano também ajudará devido ao momento que atravessa. Falta ainda assim algo ao toureio a pé para meter gente nas bancadas. Acho que um toureiro que se enfrentasse com uma ganadaria dura no Campo Pequeno e triunfasse podia mudar as coisas.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Faltou cortar as orelhas a Palha
Francisco Palha teve uma actuação meritória em Las Ventas.

Faltou cortar as orelhas como em tantas e tantas tardes faltou a João Moura. No entanto o cavaleiro foi por a carne toda no assador a Las Ventas tal como no ano passado Moura Caetano também já tinha ido (e saiu-lhe bem caro) e como verdadeiramente tem que se fazer para chegar a figura. Palha foi a Las Ventas dar tudo e tudo não chegou porque não matou bem e matar bem em Espanha garante desde logo uma orelha. Lá as regras são assim e não se vão alterar por isso os toureiros portugueses só têm é que se habituar a isso, treinando muito e arranjando cavalos que lhes dêem sitio para a sorte suprema.

Palha e Moura Caetano são os dois toureiros portugueses que na minha opinião poderão marcar uma viragem no panorama tauromáquico internacional. Rui Fernandes e João Moura Jr também têm largas condições para o fazer mas a verdade é que já tardam demais em consegui-lo.
Nota: Palha compartiu cartel com Hermoso de Mendoza e Ventura. O primeiro revolucionou o rejoneo e o segundo já leva 10 portas grandes em Madrid. Para ser figura é preciso triunfar em Las Ventas e Ventura sabe fazê-lo como ninguém. Num só ano conseguiu 3 portas grandes e desde aí projectou toda uma nova dimensão na sua vida. Que Francisco Palha lhe saiba seguir o exemplo.

Faltou cortar as orelhas como em tantas e tantas tardes faltou a João Moura. No entanto o cavaleiro foi por a carne toda no assador a Las Ventas tal como no ano passado Moura Caetano também já tinha ido (e saiu-lhe bem caro) e como verdadeiramente tem que se fazer para chegar a figura. Palha foi a Las Ventas dar tudo e tudo não chegou porque não matou bem e matar bem em Espanha garante desde logo uma orelha. Lá as regras são assim e não se vão alterar por isso os toureiros portugueses só têm é que se habituar a isso, treinando muito e arranjando cavalos que lhes dêem sitio para a sorte suprema.

Palha e Moura Caetano são os dois toureiros portugueses que na minha opinião poderão marcar uma viragem no panorama tauromáquico internacional. Rui Fernandes e João Moura Jr também têm largas condições para o fazer mas a verdade é que já tardam demais em consegui-lo.
Nota: Palha compartiu cartel com Hermoso de Mendoza e Ventura. O primeiro revolucionou o rejoneo e o segundo já leva 10 portas grandes em Madrid. Para ser figura é preciso triunfar em Las Ventas e Ventura sabe fazê-lo como ninguém. Num só ano conseguiu 3 portas grandes e desde aí projectou toda uma nova dimensão na sua vida. Que Francisco Palha lhe saiba seguir o exemplo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Os balanços da temporada
Chega o final da temporada e chegam os balanços de vários cavaleiros / gabinetes de imprensa.
Como é que é possível haver cavaleiros a fazerem balanços 100% positivos numa temporada em que perderam o seu cavalo mais importante numa tarde de completo desacerto em Madrid? Na altura em que deviam brilhar e projectar-se no mundo taurino as coisas saíram todas ao contrário apesar de terem tido o mérito de ir à primeira praça do mundo arrimar-se e arriscar. Falo obviamente de João Moura Caetano, cavaleiro de imenso valor, coragem e sentimento. Deu a volta por cima depois de San Isidro? Felizmente sim e triunfou no resto da temporada sem o Passapé. Mas falhou onde não podia falhar e dificilmente nos próximos anos vai ter outra oportunidade destas. Custa assim tanto admiti-lo?

Noutra barricada está Joana Andrade, jovem cavaleira que veio fazer um balanço bem mais realista da sua temporada trazendo os triunfos à baila mas também os fracassos. Deixou no fim o desejo de se apresentar em duas praças de grande importância para ela, o Campo Pequeno e o Redondo. O que lhe está a acontecer agora com a morte da quase totalidade da sua quadra por intoxicação alimentar é uma tragédia a que todos temos que estar solidários. Era bom que outros cavaleiros lhe disponibilizassem algumas montadas menos postas para que a cavaleira conseguisse prosseguir a sua carreira. Força toureira!!
Como é que é possível haver cavaleiros a fazerem balanços 100% positivos numa temporada em que perderam o seu cavalo mais importante numa tarde de completo desacerto em Madrid? Na altura em que deviam brilhar e projectar-se no mundo taurino as coisas saíram todas ao contrário apesar de terem tido o mérito de ir à primeira praça do mundo arrimar-se e arriscar. Falo obviamente de João Moura Caetano, cavaleiro de imenso valor, coragem e sentimento. Deu a volta por cima depois de San Isidro? Felizmente sim e triunfou no resto da temporada sem o Passapé. Mas falhou onde não podia falhar e dificilmente nos próximos anos vai ter outra oportunidade destas. Custa assim tanto admiti-lo?

Noutra barricada está Joana Andrade, jovem cavaleira que veio fazer um balanço bem mais realista da sua temporada trazendo os triunfos à baila mas também os fracassos. Deixou no fim o desejo de se apresentar em duas praças de grande importância para ela, o Campo Pequeno e o Redondo. O que lhe está a acontecer agora com a morte da quase totalidade da sua quadra por intoxicação alimentar é uma tragédia a que todos temos que estar solidários. Era bom que outros cavaleiros lhe disponibilizassem algumas montadas menos postas para que a cavaleira conseguisse prosseguir a sua carreira. Força toureira!!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Malapata de cavalos toureiros
Este ano tem ficado marcado pela perda de vários cavalos toureiros craques.
O primeiro azarado foi Passapé da quadra de Moura Caetano. Passapé era um cavalo com ferro da casa Paulo Caetano e era um verdadeiro craque. Era um cavalo que citava os touros muito de perto à semelhança do que faz o cavalo Distinto de Ventura. Quebrava sempre no último instante o que lhe custava alguns toques com touros com pouca investida. Estava no seu auge quando à uns dias uma cornada numa pata lhe fracturou o fémur em dois sítios diferentes tendo que ser abatido no pátio de cavalos de Las Ventas - Madrid.

Poucos dias depois da morte do Passapé na arena morre Fuzilero, um cavalo tordo em face branca de Pablo Hermoso de Mendoza. O Fuzilero morreu na herdade de Pablo em Estella, Navarra depois de estar jubilado à cerca de 3 anos. Fuzilero era um cavalo de ferro Rio Frio que pertenceu ao cavaleiro João Salgueiro que não se entendeu bem com ele. Vendeu-o em 1999 ao cavaleiro de Navarra que nas primeiras épocas também teve algumas dificuldades com ele mas depois o cavalo foi ganhando o seu lugar na quadra maravilha de Pablo obtendo grandes triunfos principalmente nas digressões mexicanas. Fuzilero era um cavalo muito completo mas que precisava de um touro com mobilidade como é o Mexicano ou o Português. Enfrentava o touro de frente com uma bela batida ao pinton contrário e saía da sorte fazendo piruetas ajustadíssimas na cara do touro. Era um cavalo extremamente curto pelo que rodava sobre os seus quartos traseiros com imensa facilidade. Morreu aos 27 anos de velhice depois de centenas de touros toureados e de ter passado os seus últimos 3 anos em gozo de plena liberdade e a padrear.

Por fim chegou-me a notícia da morte do cavalo Van Gogh da quadra de João Salgueiro. Ao que apurei o cavalo morreu de causas naturais durante um treino em Valada do Ribatejo. Nos últimos anos, este cavalo foi o seu principal craque juntamente com o Zamorin, proporcionando-lhe grandes triunfos. Era um cavalo que citava os toiros a galope de praça a praça e que os atacava fazendo um quiebro muito acentuado e ajustado. Tinha o ferro de Afonso Lopes e era já um veterano, apesar de ainda ter muito para dar à tauromaquia.

A festa dos touros é mesmo assim, dá e tira. Casos como os destes três cavalos são raríssimos. O mais normal num cavalo de toureio é apresentar-se em praça ao mais alto nível enquanto tem capacidades físicas para isso e à medida que a idade vai avançando é vendido inicialmente a cavaleiros mais jovens com menos posses e depois a pessoas comuns que procuram um cavalo arranjado para dar uns passeios ou para aprender a montar. Mortes em praça como aconteceu com o Passapé são felizmente cada vez mais raras. Apesar de todos os cuidados veterinários que actualmente os cavalos são alvo, é ainda bastante normal haver cavalos a morrer de causas cardíacas como o Van Gogh ou alvo de cólicas intestinais. Casos como o do Fuzilero é que são absolutamente raros. Esteve em alto nível até muito tarde e depois teve a merecida reforma morrendo em casa de velhice e com todas as condições. Pablo está de parabéns porque é um cavaleiro agradecido aos seus cavalos mais artistas e um exemplo para todos os que gostam verdadeiramente destes animais tão nobres que são os cavalos toureiros.
PS: Nota para o facto de todos estes cavalos serem Lusitanos e nascidos em Portugal. Fuzilero foi o cavalo mais querido da aficion Mexicana nos périplos que Pablo fez pelo México. Esta admiração deve-se sobretudo ás piruetas que o cavalo dava na cara dos touros.
O primeiro azarado foi Passapé da quadra de Moura Caetano. Passapé era um cavalo com ferro da casa Paulo Caetano e era um verdadeiro craque. Era um cavalo que citava os touros muito de perto à semelhança do que faz o cavalo Distinto de Ventura. Quebrava sempre no último instante o que lhe custava alguns toques com touros com pouca investida. Estava no seu auge quando à uns dias uma cornada numa pata lhe fracturou o fémur em dois sítios diferentes tendo que ser abatido no pátio de cavalos de Las Ventas - Madrid.

Poucos dias depois da morte do Passapé na arena morre Fuzilero, um cavalo tordo em face branca de Pablo Hermoso de Mendoza. O Fuzilero morreu na herdade de Pablo em Estella, Navarra depois de estar jubilado à cerca de 3 anos. Fuzilero era um cavalo de ferro Rio Frio que pertenceu ao cavaleiro João Salgueiro que não se entendeu bem com ele. Vendeu-o em 1999 ao cavaleiro de Navarra que nas primeiras épocas também teve algumas dificuldades com ele mas depois o cavalo foi ganhando o seu lugar na quadra maravilha de Pablo obtendo grandes triunfos principalmente nas digressões mexicanas. Fuzilero era um cavalo muito completo mas que precisava de um touro com mobilidade como é o Mexicano ou o Português. Enfrentava o touro de frente com uma bela batida ao pinton contrário e saía da sorte fazendo piruetas ajustadíssimas na cara do touro. Era um cavalo extremamente curto pelo que rodava sobre os seus quartos traseiros com imensa facilidade. Morreu aos 27 anos de velhice depois de centenas de touros toureados e de ter passado os seus últimos 3 anos em gozo de plena liberdade e a padrear.
Por fim chegou-me a notícia da morte do cavalo Van Gogh da quadra de João Salgueiro. Ao que apurei o cavalo morreu de causas naturais durante um treino em Valada do Ribatejo. Nos últimos anos, este cavalo foi o seu principal craque juntamente com o Zamorin, proporcionando-lhe grandes triunfos. Era um cavalo que citava os toiros a galope de praça a praça e que os atacava fazendo um quiebro muito acentuado e ajustado. Tinha o ferro de Afonso Lopes e era já um veterano, apesar de ainda ter muito para dar à tauromaquia.

A festa dos touros é mesmo assim, dá e tira. Casos como os destes três cavalos são raríssimos. O mais normal num cavalo de toureio é apresentar-se em praça ao mais alto nível enquanto tem capacidades físicas para isso e à medida que a idade vai avançando é vendido inicialmente a cavaleiros mais jovens com menos posses e depois a pessoas comuns que procuram um cavalo arranjado para dar uns passeios ou para aprender a montar. Mortes em praça como aconteceu com o Passapé são felizmente cada vez mais raras. Apesar de todos os cuidados veterinários que actualmente os cavalos são alvo, é ainda bastante normal haver cavalos a morrer de causas cardíacas como o Van Gogh ou alvo de cólicas intestinais. Casos como o do Fuzilero é que são absolutamente raros. Esteve em alto nível até muito tarde e depois teve a merecida reforma morrendo em casa de velhice e com todas as condições. Pablo está de parabéns porque é um cavaleiro agradecido aos seus cavalos mais artistas e um exemplo para todos os que gostam verdadeiramente destes animais tão nobres que são os cavalos toureiros.
PS: Nota para o facto de todos estes cavalos serem Lusitanos e nascidos em Portugal. Fuzilero foi o cavalo mais querido da aficion Mexicana nos périplos que Pablo fez pelo México. Esta admiração deve-se sobretudo ás piruetas que o cavalo dava na cara dos touros.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Grande noite de touros no Campo Pequeno
Ontem viveu-se uma grande noite de touros na Monumental do Campo Pequeno. 6 toureiros de dinastia frente a 6 exemplares de Pinto Barreiros muito bem apresentados e bravos. Especial vénia para o ganadero que no fim viu ser reconhecido o seu trabalho com uma chamada aos médios para forte ovação. O último touro foi de indulto em qualquer praça do mundo e o quarto foi também excelente. Os restantes deram bom jogo sendo que só o primeiro foi reservado no fim da lide.

Quanto a actuações tivemos um Brito Paes a arrimar-se muito e a apostar alto, um Moura Caetano a fazer o que podia após a actuação traumática em Madrid e um Telles dentro dos seu cânones normais de classicismo. Na segunda parte estava para vir o melhor com uma actuação de grande nível de Bastinhas Jr e uma actuação clássica de classe de Duarte Pinto. Para o último touro ficou reservado o melhor da corrida. Uma lide de sair em ombros de João Salgueiro da Costa que lhe valeu o prémio de triunfador da corrida e a repetição num dos cartéis de Julho. Pena que o público não tenha reconhecido o labor do cavaleiro com pelo menos duas voltas mas ser o último a actuar numa corrida que termina à uma da manhã dá nisto.
Destaque para os forcados de Vila Franca e Aposento da Moita com pegas todas ao primeiro intento apesar de os touros terem sido muito nobres diante do forcado.
Em suma, a noite foi de fortes emoções perante touros que foram bem lidados. No entanto, tenho a perfeita noção de que caso alguns destes touros tivessem sido lidados pelas principais figuras das nossas praças (Telles, Ribeiro, Rui Fernandes, Salgueiro, Rouxinol, ... ) teríamos tido a corrida do ano. Caso Pinto Barreiros tenha no campo outra corrida desta categoria merece claramente repetir ainda este ano no Campo Pequeno com um cartel de figuras. Caso contrário, teremos de esperar para o próximo ano.

Quanto a actuações tivemos um Brito Paes a arrimar-se muito e a apostar alto, um Moura Caetano a fazer o que podia após a actuação traumática em Madrid e um Telles dentro dos seu cânones normais de classicismo. Na segunda parte estava para vir o melhor com uma actuação de grande nível de Bastinhas Jr e uma actuação clássica de classe de Duarte Pinto. Para o último touro ficou reservado o melhor da corrida. Uma lide de sair em ombros de João Salgueiro da Costa que lhe valeu o prémio de triunfador da corrida e a repetição num dos cartéis de Julho. Pena que o público não tenha reconhecido o labor do cavaleiro com pelo menos duas voltas mas ser o último a actuar numa corrida que termina à uma da manhã dá nisto.
Destaque para os forcados de Vila Franca e Aposento da Moita com pegas todas ao primeiro intento apesar de os touros terem sido muito nobres diante do forcado.
Em suma, a noite foi de fortes emoções perante touros que foram bem lidados. No entanto, tenho a perfeita noção de que caso alguns destes touros tivessem sido lidados pelas principais figuras das nossas praças (Telles, Ribeiro, Rui Fernandes, Salgueiro, Rouxinol, ... ) teríamos tido a corrida do ano. Caso Pinto Barreiros tenha no campo outra corrida desta categoria merece claramente repetir ainda este ano no Campo Pequeno com um cartel de figuras. Caso contrário, teremos de esperar para o próximo ano.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
O rejoneio é uma vergonha!
O rejoneo é nojento!!!
São estas as únicas palavras que tenho depois de assistir à corrida de Sábado em Madrid onde um dos melhores cavalos da actualidade ficou gravemente ferido tendo depois de ser sacrificado.

Os toiros em pontas (embora "despuntados") são um perigo para os cavalos e impossibilitam os cavaleiros de lidar corridas toristas. Se fossem lidados toiros Palha ou Partido de Resina a cavalo em Madrid sairiam sempre um ou dois cavalos para abate tal seria o perigo envolvido. Além disso os rejoneadores não metem um ferro de frente a entrar no touro. É tudo com batidas ao piton contrário ou então em redondo o que é ainda pior.
A questão é que no fim das lides metem uns ferros curtos, uns violinos e matam bem ganhando aí as orelhas. Os tugas vão lá tourear de frente, espetar ferros de praça a praça, citar de longe logo nos rojões de castigo e nem sequer têm petição de orelhas.

A corrida à portuguesa, para além do encanto do forcado, tem muito mais mérito e mais valentia, não só pela variedade dos encastes toureados, mas principalmente por se tourear de frente com ferros ao estribo e com touros inteiros (sem rojões de castigo no dorso).
São estas as únicas palavras que tenho depois de assistir à corrida de Sábado em Madrid onde um dos melhores cavalos da actualidade ficou gravemente ferido tendo depois de ser sacrificado.

Os toiros em pontas (embora "despuntados") são um perigo para os cavalos e impossibilitam os cavaleiros de lidar corridas toristas. Se fossem lidados toiros Palha ou Partido de Resina a cavalo em Madrid sairiam sempre um ou dois cavalos para abate tal seria o perigo envolvido. Além disso os rejoneadores não metem um ferro de frente a entrar no touro. É tudo com batidas ao piton contrário ou então em redondo o que é ainda pior.
A questão é que no fim das lides metem uns ferros curtos, uns violinos e matam bem ganhando aí as orelhas. Os tugas vão lá tourear de frente, espetar ferros de praça a praça, citar de longe logo nos rojões de castigo e nem sequer têm petição de orelhas.

A corrida à portuguesa, para além do encanto do forcado, tem muito mais mérito e mais valentia, não só pela variedade dos encastes toureados, mas principalmente por se tourear de frente com ferros ao estribo e com touros inteiros (sem rojões de castigo no dorso).
terça-feira, 10 de maio de 2011
Começa hoje

Começa hoje a Isidrada.
A Feira de San Isidro este ano fica marcada pela presença de poucos Portugueses. Apenas João Moura Caetano e a ganadaria Palha vão marcar presença. Ventura também é português mas por terras de Espanha está completamente adoptado.
Continua o problema de Portugal em se conseguir impor lá fora. Com tantas ganadarias e cavaleiros bons que há por cá... Para quando uma Corrida de Rejones torista?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Dois sucessos!
Na sexta-feira um enorme sucesso de Ventura (2 voltas + 2 voltas) perante touros desencastados de Guiomar Moura e no Sábado um sucesso ganadero de Paulo Caetano na corrida que trouxe de novo os touros até à foz do Sado.

Muito bem o público que na sexta-feira esgotou a praça do Montijo e no Sábado preencheu 3/4 da desmontável em Setúbal.

Entretanto, António Telles cortou uma orelha em Estella, cidade natal de Pablo Hermoso de Mendoza, que cortou duas orelhas e rabo ao seu primeiro touro e duas orelhas no segundo. Manuel Manzanares (discípulo de Pablo) cortou também duas orelhas saindo os dois em ombros. Os touros eram Portugueses e deram um bom jogo. Vamos ver se com esta corrida Portugal consegue começar a importar mais touros para as corridas de Rejones de nuestros hermanos. Os nossos animais têm mais qualidade do que os do outro lado da fronteira porque a sua selecção foi desde sempre efectuada tendo como objectivo o toureio a cavalo.

Muito bem o público que na sexta-feira esgotou a praça do Montijo e no Sábado preencheu 3/4 da desmontável em Setúbal.

Entretanto, António Telles cortou uma orelha em Estella, cidade natal de Pablo Hermoso de Mendoza, que cortou duas orelhas e rabo ao seu primeiro touro e duas orelhas no segundo. Manuel Manzanares (discípulo de Pablo) cortou também duas orelhas saindo os dois em ombros. Os touros eram Portugueses e deram um bom jogo. Vamos ver se com esta corrida Portugal consegue começar a importar mais touros para as corridas de Rejones de nuestros hermanos. Os nossos animais têm mais qualidade do que os do outro lado da fronteira porque a sua selecção foi desde sempre efectuada tendo como objectivo o toureio a cavalo.
sábado, 31 de julho de 2010
Voltam os touros a Setúbal

Este Sábado regressam os touros à cidade de Setúbal. Devido ao encerramento da Praça de Toiros Carlos Relvas, a corrida terá que ser efectuada numa praça desmontável. Esta situação deu azo a diversos problemas, tendo mesmo um vereador do PSD insurgido-se contra a realização da mesma. A verdade é que a praça Carlos Relvas é uma das maiores de Portugal e faz muita falta à tauromaquia portuguesa e à cidade de Setúbal. Já era altura de as principais figuras da nossa festa se unirem para iniciar a sua recuperação. Parabéns à empresa Aplaudir por se ter lançado nesta aventura que é a organização de mais uma corrida em mais uma localidade diferente. Esta empresa já organiza corridas em Santarém, Beja, Montijo e agora em Setúbal. O cartel é de qualidade e esperemos que a corrida resulte num grande espectáculo de casa cheia para que, quem sabe ainda este ano, se possa apostar numa nova corrida em Setúbal.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Diego Ventura amanhã no Montijo

Vai-se realizar amanhã na Praça de Toiros Amadeu Augusto do Santos mais uma corrida de toiros com a presença do rejoneador espanhol Diego Ventura. Diego alternará com Paulo Caetano e Francisco Palha na lide a touros de Guiomar Cortes Moura que, a ver pela corrida TV-Norte de Sábado passado, sairão bem apresentados mas sem brigar muito com os cavaleiros.
Os bilhetes anunciam-se desde 10€ e ainda estão disponíveis bastantes apesar de se prever uma casa cheia, tal como acontece sempre que o rejoneador de Puebla del Rio vem ao nosso país.
Um vergonhoso ataque de anti-taurinos teve lugar no Montijo colando sobre os cartazes da corrida de amanhã panfletos de "Cancelado". Mais uma vez, estas organizações vêm sujar as suas mãos em acções contra quem organiza as corridas de touros de forma digna, promovendo um espectáculo cultural criador de inúmeros postos de trabalho e que dignifica e orgulha o nosso país.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
O esperado...

Em Portalegre houve duas dinastias em confronto mas que de confronto pouco teve. Moura e Caetano dedicaram as suas lides um ao outro e os Passanhas, dentro do seu estilo, colaboraram para uma noite em festa.
Em Évora, tal como eu tinha previsto, os touros de um encaste difícil e com muita apresentação e trapio deram muitas dificuldades e emoção ás lides das cavaleiras. Não permitiram o luzimento das artistas mas foi uma corrida de aficionados.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Hoje, Sexta-Feira 9 de Julho, não é uma data tradicional para a tauromaquia nacional mas vão-se realizar duas corridas de grande qualidade em Évora e em Portalegre.
Em Évora vamos ter a Tourada Real, este ano com um cartel exclusivamente Feminino e com touros de Ernesto Castro que como se sabe causam sempre calafrios aos toureiros pela sua grandeza e imponência. Vai ser com toda a certeza uma corrida de máxima emoção e risco. Uma palavra especial para a jovem Isabel Ramos que com a sua juventude arrisca tourear este tipo de touros. Dá um exemplo a muitos jovens já com alternativa à alguns anos e que não se lançam desta maneira ás feras.

Em Portalegre vamos ter uma das corridas mais esperadas do ano. O clã Moura frente a frente com o clã Caetano após mais de 15 anos sem que João Moura e Paulo Caetano rivalizassem na arena. Um curro de Passanha preenche o cartel.
Duas grandes corridas numa Sexta-Feira à noite que promete muito calor em todos os sentidos.
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sábado, 5 de junho de 2010
Vem aí a Feira de Santarém

É este o cartaz da Feira Taurina de Santarém. Analiso a feira como tendo duas boas corridas, a primeira e a última e uma corrida, a do meio, que será mais do mesmo.
Na primeira corrida teremos 6 cavaleiros para 6 touros, fórmula que eu desgosto mas que compreendo face ao elevado número de cavaleiros e ao reduzido número de espectáculos da feira. Um misto de veterania com juventude que aliado a um curro de toiros de uma ganadaria dura e boa pode dar um grande espectáculo.
A chamada "corrida do ano" repete o cartel do ano passado com João Moura, Diego Ventura e Moura Jr, touros Bohorquez. Sou contra repetições de cartéis e contra touros espanhóis por isso nunca iria ver esta corrida. No ano passado deslocaram-se 16 mil pessoas a Santarém para ver esta tourada e ficaram 2 mil de fora da praça sem bilhete. A expectativa é de encher novamente a praça. Teria apostado num cartel de mais competitividade e com touros a sério. Alternar Ventura com Rui Fernandes, Vítor Ribeiro ou João Salgueiro e touros Vinhas, Graves, Pinto Barreiros, Ribeiro Telles, etc.
Por fim vêm os enormes touros Castros para António Telles, João Salgueiro e Moura Caetano. Esta é na minha opinião a melhor corrida da feira. Os Castros são touros muito imponentes e sérios e os cavaleiros têm muita qualidade e representam 3 dinastias toureiras de estilos diferentes.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Mestre Paulo Caetano celebra 30 anos de Alternativa

O cavaleiro Paulo Caetano celebra hoje 30 anos de alternativa numa corrida no Campo Pequeno. Alterna com o seu filho Moura Caetano, com o amigo de longa data Joaquim Bastinhas e com o seu filho Marcos Tenório. A corrida tem como principal aliciante ver tourear Paulo Caetano, coisa rara desde que praticamente passou a pasta (leia-se quadra) ao seu filho. A corrida é de 6 touros, o que implica que haja dois touros corridos a duo, o que a mim me desagrada bastante mas que parece que à empresa do Campo Pequeno agrada visto que já este ano Rouxinol e Fernandes lidaram um touro nestas condições.

Paulo Caetano merece uma festa condizente com a sua sabedoria e mestria na arte de tourear.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Destaques do Fim de Semana
Três grande Cartéis para este fim de semana.

Sábado o destaque vai para a presença de Pablo Hermoso em Coruche ás 22 horas compartindo cartel com António e João Telles Jr com touros Passanha.
Também no Sábado, em Aldeia da Venda ás 17 horas, vai haver uma corrida com um cartel de máxima competição entre jovens de valor. São eles os cavaleiros Moura Caetano, Duarte Pinto e Francisco Palha. Já é hora de os jovens começarem a competir à séria.

No Domingo destaque para a corrida da Azambuja integrada na Feira de Maio com Joaquim Bastinhas, Moura Caetano e Tiago Martins. Também na Azambuja vão existir ao longo de todo o fim-de-semana as habituais largadas sendo que a mais popular se dá ás 22:30 de Sexta-Feira seguida de sardinhas assadas para todos e muito convívio pela noite dentro.

Sábado o destaque vai para a presença de Pablo Hermoso em Coruche ás 22 horas compartindo cartel com António e João Telles Jr com touros Passanha.
Também no Sábado, em Aldeia da Venda ás 17 horas, vai haver uma corrida com um cartel de máxima competição entre jovens de valor. São eles os cavaleiros Moura Caetano, Duarte Pinto e Francisco Palha. Já é hora de os jovens começarem a competir à séria.

No Domingo destaque para a corrida da Azambuja integrada na Feira de Maio com Joaquim Bastinhas, Moura Caetano e Tiago Martins. Também na Azambuja vão existir ao longo de todo o fim-de-semana as habituais largadas sendo que a mais popular se dá ás 22:30 de Sexta-Feira seguida de sardinhas assadas para todos e muito convívio pela noite dentro.
sábado, 8 de agosto de 2009
Carteis para a Nazaré

Vão decorrer neste mês de Agosto três corridas de touros a ter lugar na praça do sítio da Nazaré. A primeira corrida decorre já este Sábado pondo frente a frente Luís Rouxinol, João Moura Caetano e Duarte Pinto.
Depois, no dia 15 de Agosto vem a corrida da mulher com Sónia Matias, Ana Batista e Joana Andrade. Nos últimos anos a TVI vem-se associando com sucesso a estas corridas. Vamos ver se este ano faz o mesmo e se a saída do seu Director Geral e grande aficionado, José Eduardo Moniz não interfere na relação e no apoio que o canal tem dado à festa brava.
Embora ainda sem cartaz pode-se já anunciar uma terceira corrida para dia 22 de Agosto em que formarão cartel António Telles, João Telles Jr e João Salgueiro da Costa.
A empresa Aplaudir leva a cabo uma recuperação meritória dos espectáculos na praça de touros da Nazaré que inclui uma descida significativa do preço dos bilhetes. Esperemos que seja tão bem sucedida como foi em Santarém.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Corrida Real em Évora
Realiza-se hoje à noite uma corrida Real na Arena de Évora com um cartel cheio de juventude e irreverência. Participam João Moura filho, João Moura Caetano e João Ribeiro Telles filho.
Mais uma corrida televisionada a provocar grande expectativa.
Mais uma corrida televisionada a provocar grande expectativa.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Até que enfim uma corrida televisionada

Ao contrário do que aqui escrevi à uns dias atrás a I corrida TV Lezíria acabou por não ser transmitida pela RTP. Em primeiro lugar peço desculpa aos leitores deste blog pelo engano mas quando tudo levava a crer que a corrida seria transmitida, a RTP decidiu não o fazer. Pese embora a vitória nos tribunais, a direcção de programas decidiu que a tourada (que rezam as crónicas de grande nível) não seria transmitida devido a terem existido duas decisões, por parte dos juízes, de sentidos contrários em apenas um mês. Na minha opinião, a RTP agiu erradamente alterando mais uma vez a sua programação (a tourada chegou a ser anunciada com um promo) e defraudando as expectativas dos milhares de aficionados.
Falando agora de situações mais felizes, amanhã dia 10 de Julho vai-se realizar a X corrida TVI. Do cartel nem é preciso falar muito pois a corrida tem sido bastante anunciada na televisão. Marcos Tenório Bastinhas vai tirar a sua alternativa dada obviamente pelo pai Joaquim Bastinhas. Completam o cartel a família Caetano, com o pai Paulo e o filho Moura Caetano. Para mim o principal motivo de interesse da tourada está mesmo no regresso de Paulo Caetano ás arenas visto que desde que o seu filho começou a tourear ele lhe passou a sua cuadra de cavalos e deixou de se apresentar em público. É muito bem recebido por parte dos aficionados este regresso. Como se sabe, uma vez toureiro, toureiro para sempre. Não sendo um grande apreciador da maneira (espampanante) de tourear de Joaquim Bastinhas nem da forma como este monta a cavalo, a alternativa do seu filho Marcos Tenório envolve também bastante interesse pois trás mais sangue novo à tauromaquia. De referir que os touros pertencem à ganadaria de Guiomar Cortes Moura o que normalmente costuma ser garante de bons espectáculos taurinos.
A não perder esta quinta feira a partir das 22:15 no Campo Pequeno ou na TVI.
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