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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ventura diz adeus a Portugal?

Claro que não.

Aquilo que Diego quer é mais uma guerrinha de protagonismo para se valorizar. Ventura tem noção de que se ficar ausente de Portugal durante um ano depois poderá voltar e cobrar ainda mais do que aquilo que cobra actualmente mas estará disposto a perder tanto dinheiro durante um ano?

Ao contrário de Pablo que está lá longe no reino de Navarra e que se desloca a Portugal apenas 3 vezes por ano, Diego Ventura está aqui bem pertinho em Sevilha, comprou recentemente uma herdade no Porto Alto ás portas de Lisboa, tem cavalos na quadra de alguns cavaleiros portugueses como Sónia Matias e Francisco Palha e toureia cerca de 10 corridas por ano em Portugal. Para além disso, Diego vem a Portugal tourear os touros que quer e cobra verdadeiros balúrdios por isso pelo que a exigência para com ele é muito maior do que para com os restantes cavaleiros.

Ventura diz que não se sente a gosto devido aos assobios que recebe das bancadas. A verdade é que as pessoas estão fartas de ver Ventura tourear os touros de Bohorquez ou da senhora Guiomar. Ventura não está disposto a tourear toros diferentes e o público entendido não lhe quer perdoar isso. Ventura até tentou mudar ao abrir a temporada com Graves no Campo Pequeno e ao fechar a temporada passada com os Conde Cabral na Moita mas na Moita as coisas correram muito mal e no Campo Pequeno não houve porta grande como é seu costume. Até poderá ser bom fazer uma pausa e depois voltar em força mas a Ventura também não lhe deve ser indiferente os cerca de meio milhão de euros que vem todos os anos cobrar a Portugal. Vem aí a Golegã e Ventura não deixará de estar presente pelo que novidades fresquinhas vão aparecer muito em breve.

Pablo tem um respeito do público Português completamente diferente de Ventura. Pablo orienta as suas vindas a Portugal com os touros também Murubes de Passanha que é uma das mais prestigiadas ganadarias Portuguesas e na qual de tempos a tempos sai um touro mais encastado que faz esquecer os nhock nhock do costume. No ano passado exigiu os Bohorquez no Campo Pequeno para ficar em plano de igualdade com Ventura e deu-se muito mal. Depois voltou com os Passanhas e obteve um grande triunfo. Este ano vem à Moita que por si só já é um desafio maior devido à sua aficion mais conhecedora e onde até ao ano passado Ventura era rei. Já aproveitou a zanga de Ventura com os Portugueses dizendo que ele está "Com Portugal" e não me admira que caso Ventura para o ano opte mesmo por não tourear em terras lusas Hermoso de Mendoza seja o mais beneficiado com isso ocupando esse mercado deixado vago. Pablo sabe que em Espanha se rejoneia e que em Portugal se toureia e isso é o primeiro passo que faz dele um mestre.

Se Ventura não vier a Portugal tourear no próximo ano não vai fazer falta nenhuma. Aquilo que se pede a Pablo e a Ventura é que tenham valor para tourear tudo aquilo que lhes metam à frente e que não fujam dos aficionados que fizeram deles o que são actualmente. A guerra com as bancadas de que Ventura se queixa não é uma guerra contra Ventura mas sim uma guerra contra os touros que Ventura escolhe para lidar em Portugal.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Morreram mais 2 toureiros de 4 patas

Na semana passada foi o cavalo Pata Negra de Pablo Hermoso e já esta semana foi Capea de Sérgio Galan também a falecer.

Quanto a Pata Negra Pablo Hermoso no seu site resume assim a sua carreira:

"Así finaliza la historia de un caballo que como Marilyn Monroe, Montgomery Clift, Bob Marley, James Dean, Ayrton Senna y otros muchos, tuvo una vida rápida e intensa y en apenas tres años de actuaciones, se convirtió en uno de los caballos más personajes del mundo del rejoneo. Fueron tres años, setenta y cuatro actuaciones, once rejones de castigo y ciento treinta y una banderillas, con un grave percance, también tuvo tiempo para ser padre e incluso para debutar toreando fuera de una plaza de toros."



Já Sergio Galan informa o sucedido com Capea da seguinte maneira:

"Hoy ha muerto Capea, uno de los caballos estrellas del rejoneador conquense. Capea sufrió un cólico el pasado día 17 en Los Hinojosos, Cuenca, el mismo día que Sergio toreaba allí celebrando el 14 aniversario de su debut...
Capea era un tordo lusitano de la ganadería portuguesa de Vinhas, de 15 años, que llevaba en la cuadra de Sergio desde el año 2006."


Dois bons cavalos que vão deixar saudades.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ficamos sempre atrás


João Salgueiro deu volta à arena na corrida de rejoneio realizada em Vitória (Espanha). Pablo Hermoso e Leonardo Hernández saíram em ombros.

João Salgueiro não matou bem os touros e devido a isso não cortou as tão almejadas orelhas. O que aconteceu a João Salgueiro é comum acontecer ás nossas principais figuras que quando vão lá fora deixam uma boa imagem mas não conseguem triunfar devido principalmente à pouca habilidade na sorte de matar mas também à não valorização do toureio de frente e com verdade em terras de Espanha.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Passanhas para Pablo e Cortes Moura para Ventura

Já repararam na maioria das aparições dos grandes craques do Rejoneo ao nosso país?

Sempre com um cavaleiro a abrir cartel e sempre com touros murube já toda a gente tinha reparado mas há um denominador comum além desse. É que com várias ganadarias murubes em Portugal Ventura escolhe quase sempre a de Maria Guiomar Cortes Moura, e Pablo a de Passanha.

Passanha tem touros mais encastados que a ganadaria de Cortes Moura apesar de serem ambas de encaste Murube. No entanto é Ventura que nos últimos anos tem dado uma ou outra abébia vindo tourear outros encastes (Vinhas, Bartolomé e este ano Graves).


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Começou o San Fermin


Começou finalmente o San Fermin! O primeiro encerro foi limpo e sem grande história com touros de Torrestrella propriedade e precedência Domeck. Ontem deu-se ao meio dia o habitual Chupinazo que deu ínicio ás festas e da parte da tarde Pablo Hermoso de Mendoza e Roberto Armendáriz saíram pela porta grande após lidarem touros de Capea que apesar de Murubes saíram alguns deles bastante encastados.

Vídeo do encerro aqui.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Malapata de cavalos toureiros

Este ano tem ficado marcado pela perda de vários cavalos toureiros craques.

O primeiro azarado foi Passapé da quadra de Moura Caetano. Passapé era um cavalo com ferro da casa Paulo Caetano e era um verdadeiro craque. Era um cavalo que citava os touros muito de perto à semelhança do que faz o cavalo Distinto de Ventura. Quebrava sempre no último instante o que lhe custava alguns toques com touros com pouca investida. Estava no seu auge quando à uns dias uma cornada numa pata lhe fracturou o fémur em dois sítios diferentes tendo que ser abatido no pátio de cavalos de Las Ventas - Madrid.

Poucos dias depois da morte do Passapé na arena morre Fuzilero, um cavalo tordo em face branca de Pablo Hermoso de Mendoza. O Fuzilero morreu na herdade de Pablo em Estella, Navarra depois de estar jubilado à cerca de 3 anos. Fuzilero era um cavalo de ferro Rio Frio que pertenceu ao cavaleiro João Salgueiro que não se entendeu bem com ele. Vendeu-o em 1999 ao cavaleiro de Navarra que nas primeiras épocas também teve algumas dificuldades com ele mas depois o cavalo foi ganhando o seu lugar na quadra maravilha de Pablo obtendo grandes triunfos principalmente nas digressões mexicanas. Fuzilero era um cavalo muito completo mas que precisava de um touro com mobilidade como é o Mexicano ou o Português. Enfrentava o touro de frente com uma bela batida ao pinton contrário e saía da sorte fazendo piruetas ajustadíssimas na cara do touro. Era um cavalo extremamente curto pelo que rodava sobre os seus quartos traseiros com imensa facilidade. Morreu aos 27 anos de velhice depois de centenas de touros toureados e de ter passado os seus últimos 3 anos em gozo de plena liberdade e a padrear.

Por fim chegou-me a notícia da morte do cavalo Van Gogh da quadra de João Salgueiro. Ao que apurei o cavalo morreu de causas naturais durante um treino em Valada do Ribatejo. Nos últimos anos, este cavalo foi o seu principal craque juntamente com o Zamorin, proporcionando-lhe grandes triunfos. Era um cavalo que citava os toiros a galope de praça a praça e que os atacava fazendo um quiebro muito acentuado e ajustado. Tinha o ferro de Afonso Lopes e era já um veterano, apesar de ainda ter muito para dar à tauromaquia.

A festa dos touros é mesmo assim, dá e tira. Casos como os destes três cavalos são raríssimos. O mais normal num cavalo de toureio é apresentar-se em praça ao mais alto nível enquanto tem capacidades físicas para isso e à medida que a idade vai avançando é vendido inicialmente a cavaleiros mais jovens com menos posses e depois a pessoas comuns que procuram um cavalo arranjado para dar uns passeios ou para aprender a montar. Mortes em praça como aconteceu com o Passapé são felizmente cada vez mais raras. Apesar de todos os cuidados veterinários que actualmente os cavalos são alvo, é ainda bastante normal haver cavalos a morrer de causas cardíacas como o Van Gogh ou alvo de cólicas intestinais. Casos como o do Fuzilero é que são absolutamente raros. Esteve em alto nível até muito tarde e depois teve a merecida reforma morrendo em casa de velhice e com todas as condições. Pablo está de parabéns porque é um cavaleiro agradecido aos seus cavalos mais artistas e um exemplo para todos os que gostam verdadeiramente destes animais tão nobres que são os cavalos toureiros.

PS: Nota para o facto de todos estes cavalos serem Lusitanos e nascidos em Portugal. Fuzilero foi o cavalo mais querido da aficion Mexicana nos périplos que Pablo fez pelo México. Esta admiração deve-se sobretudo ás piruetas que o cavalo dava na cara dos touros.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Indulto à força em Jerez

Esta semana passou-se uma curiosidade na corrida de rejones em Jerez de La Frontera.

Tudo aconteceu ao quarto toiro quando o rejoneador e ganadero Fermin Bohorquez pediu o indulto do seu toiro e este foi negado pelo Presidente. O rejoneador não quis matar o toiro e este acabou por sair vivo da arena mesmo sem indulto. Fermin Bohorquez incorre agora numa pesada multa.

Algo que já me tinha feito pensar bastante era o facto de nunca ter assistido ao indulto de um toiro numa corrida de rejones. Parece-me profundamente injusto que isso não aconteça visto que as ganadarias que lidam corridas de rejones têm tanto direito quanto as outras de ver o seu trabalho reconhecido.

Ainda assim a atitude de Fermin Bohorquez não foi a mais correcta porque ao que parece o público não foi unânime no pedido e o director decidiu não aceder.

Cá por Portugal felizmente não temos problemas desta natureza e cada ganadero pode salvar a vida aos touros que quiser. Se Bohorquez quer um bom semental que aproveite aquele toiro que Ventura lidou no Campo Pequeno e que saiu muito colaborante e que traga bons touros a Portugal cada vez que um empresário cai na asneira de o contratar. (Colaborante é o máximo que eu consigo opinar acerca de um nhoc nhoc)

sábado, 7 de maio de 2011

Campo Pequeno e as portas grandes


Quanto à segunda do Campo Pequeno... foi o que já se esperava....
basta ler isto aqui.

Telles foi mestre na segunda lide, Pablo foi um Senhor e Moura Jr.... o costume.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um indulto e um cancelamento


Depois de há dois anos ter sido indultado um toiro magnifico de Nunes de Cuvillo em Barcelona, desta vez foi a vez de Sevilha assistir a tal bênção. Manzanares abriu o livro e brilhou a grande altura com o touro Arrojado. O touro era bravo, tinha temple mas talvez lhe faltasse alguma casta. Durou a lide de muleta toda e acabou por merecer o indulto. Mais um grande êxito para o ganadero. O público emocionou-se e fez-se história na Maestranza.

Depois de uma corrida destas vinha de lá a mais esperada corrida de Rejoneo dos últimos tempos. Uma terna de luxo com Pablo, Ventura e Leonardo. Finalmente Pablo decidiu abrir praça e permitiu que Leonardo entrasse e a empresa formasse este cartel. A verdade é que a chuva traiu os Rejoneadores que se preparavam para lidar mais uma murubada e estes acordaram com a empresa suspender a corrida. Assim sendo, ainda não é desta que este cartel se pode mostrar num grande palco. Há por aí vozes que dizem que o piso se encontrava em excelente estado e que à hora das cortesias nem sequer chovia.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ventura no México


Enquanto que pela Europa estamos em época de defeso, na América do Sul os touros estão ao rubro e os rejoneadores também já começaram a voar para lá. Diego Ventura já está no México onde fará a sua apresentação no dia de Natal em Quéretaro. A data mais importante está para já marcada para dia 16 de Janeiro quando Ventura fará o seu debute na Praça México, a maior do mundo.

Pablo Hermoso de Mendoza também viajará até ao México mas lá mais para o fim de Janeiro. Estão previstas bastantes actuações de Pablo no México e existe ainda a forte possibilidade de no fim da campanha mexicana o Rejoneador fazer um périplo pela Califórnia onde nunca terá actuado.