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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Declarações de Ventura: "Não toureio em Portugal"

Ando desde Sexta-feira a pensar se devo ou não dar importância/comentar as afirmações de Diego Ventura no Campo Pequeno na passada nocturna de Quinta-feira no Campo Pequeno.

Em primeiro lugar vamos fazer um resumo daquilo que foram as declarações do cavaleiro.

"Não vou tourear esta época em Portugal, nem que me peçam de joelhos, nem que me dêem fortunas".
Ventura disse ainda que só faltava Rui Bento ajoelhar-se e que Bolota lhe tinha dado fortunas mas que não vinha na mesma. Descredibilizou as empresas e os companheiros que andam a baixar os cachets devido à crise.


"Quero que os aficionados portugueses percebam que Diego Ventura faz falta. Nas praças, vemos 600 a 700 pessoas. Vêm poucas pessoas aos toiros e eu penso que levo cinco anos dando coisas muito boas à festa em Portugal..."
Ventura tem razão quando afirma que leva pessoas às praças e que tem dado coisas boas a Portugal.

"...quando se quer fazer as coisas bem e lutar pela festa, muitas pessoas estão contra".
Falta dizer quem são as pessoas que estão contra e o que é fazer as coisas bem. Se fazer as coisas bem é escolher com quem compartir cartel e os touros a lidar então estamos em grande desacordo.

"Cada dia, há menos pessoas nas corridas, porque estas são cada vez mais aborrecidas devido ao nível dos toiros e dos toureiros. Cada vez são piores. Para tourear bem, fazer o toureio com gosto, sentir-se toureiro e fazer desfrutar o público, tem de sair um toiro bom, com qualidade e ritmo e tem de haver toureiros que o saibam fazer".
Ventura mais uma vez está a criticar injustamente os seus colegas de profissão dizendo que cada vez são piores. Critica também os ganadeiros que não apresentam touros bons com qualidade e ritmo.

"Em Portugal, ultimamente estão a tourear-se toiros muito brutos e, por isso, cada vez se está a tourear pior. Tourear para mim é arte e não ser um gladiador a lutar contra uma fera"
Desta vez a crítica é aos empresários que contratam para as corridas touros de ganadarias difíceis que não permitem o rejoneador desfrutar e fazer os seus números. Ventura esquece-se que os touros são (todos) para tourear e que se é verdade que há touros mais apetecíveis para o triunfo, um grande cavaleiro toureia tudo e apenas se preocupa em garantir a apresentação e o trapio dos animais. Para além do mais, Ventura em Portugal escolhe e manda no que quer tourear e chega ao ponto de não ter vergonha de escolher astados de 3 anos para tourear em pleno Campo Pequeno.

Em suma, com esses pensamentos é melhor que continues sem tourear por cá Sr. Ventura.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Campo Pequeno ontem à noite


António Telles rubricou a melhor lide da noite no primeiro touro da corrida. Esteve correcto a cravar, bem a lidar e contou com a colaboração de um excelente Vinhas. No seu segundo o touro tinha alguma maldade e António não lhe conseguiu dar a volta. Volta com grande ovação no primeiro touro e ovação no segundo.

Pablo Hermoso de Mendoza esteve muito bem a receber o primeiro touro que o apertou imenso devido à pata que trouxe dos curros e ao facto de o toureiro navarro ter prescindido dos seus bandarilheiros. A seguir fez dois emocionantes quiebros com o Van Gogh para deixar dois bons ferros e parar o touro nos médios. O touro aprendeu depressa (os Vinhas não são as tourinhas dos Murubes) e deixou de ir ao engano dos quiebros e então Pablo sacou do Ícaro para deixar o público em êxtase com os desplantes que este cavalo apresenta. O segundo touro de Pablo foi um Vinhas que não causou problemas de saída e que rapidamente se parou. O toureiro necessitou de ir buscar todos os seus recursos e com o Chenel lá tirou uma lide a um toiro que tinha muito pouco para tirar. A seguir vieram as piruetas e as curtas com o touro completamente parado mas ainda assim a chegarem ao público. Boa passagem de Pablo pelo Campo Pequeno.

Manuel Telles Bastos esteve regular nos seus dois touros que foram os mais difíceis da noite. Ainda assim o toureiro mostrou ofício e soube dar lide correcta a ambos ficando alguns ferros na memória, nomeadamente o último da noite. Como é seu apanágio foi sempre de frente e dando a cara. Os primeiros compridos de cada touro não lhe saíram bem pois ficaram sempre algo descaídos e traseiros mas depois emendou a ferragem. A égua Rosa está num bom momento e o último cavalo com o ferro LR é um craque (que andava nas mãos de Vítor Ribeiro) e ao qual o cavaleiro ainda não está totalmente acoplado.

Os Vinhas cumpriram na generalidade. Muito bom o primeiro e o segundo. Difícil o terceiro, o quarto e o sexto. Muito parado mas sem maldade o quinto.

Os forcados do Aposento da Moita triunfaram forte principalmente na pega ao quinto toiro executada por Nuno Carvalho. Foi provavelmente o momento da noite.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Toiros em tipo

é meio caminho andado para a bravura.

Mais importante do que os touros estarem pesados é estarem bem rematados e em tipo da sua ganadaria.

Pelos pesos que apresentam os Vinhas de hoje à noite no Campo Pequeno (à volta de 500Kg), é isso que parece que vai acontecer.

Não compreendo esta moda que veio de Madrid de os touros terem que ter todos à volta de 600 kg. De que vale ter um corpo com 600 Kg num esqueleto que só aguenta e dá mobilidade a 500?

Esta é só mais uma fezada de que hoje pode ser uma grande noite de touros em Lisboa.

Pablo hoje no Campo Pequeno

Pablo Hermoso de Mandonza vem hoje ao Campo Pequeno compartir cartel com António Telles e Ribeiro Telles Bastos na lide de touros Vinhas.

A praça do Campo Pequeno vai hoje de certeza ter uma boa enchente. Além do bom cartel, o grande atractivo da corrida deve-se ao facto de Pablo vir tourear pela primeira vez desde à muitos anos outros touros que não sejam os fáceis dos murubes.

Que os Vinhas tragam bravura e peçam meças aos cavaleiros é o que se pede e espera para hoje.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O buraco que foi a segunda corrida do Campo Pequeno

Tal como diz e bem o blog Sortes de Gaiola, a última corrida no Campo Pequeno foi um buraco em termos de público não só pela crise mas também porque o cartel estava mal rematado. Aliás.... o Correio da Manhã praticamente baixou o preço dos bilhetes para metade o que deixa a desculpa da crise um bocado fragilizada.

Além do que disse o Sortes de Gaiola eu acrescento que além da corrida a pé estar decadente em Portugal as lides a duo também o estão. Este tipo de lides teve o seu auge nos anos 80 e 90 com os irmãos Telles, mas neste momento não fazem qualquer sentido. Um dia destes vou-me debruçar acerca deste assunto com mais profundidade.

Para já temos um petardo em termos de bilheteira e nas lides a duo temos também um petardo em termos artísticos.

Nota: Dia 17 de Junho vem aí uma grande corrida no Campo Pequeno com o classicismo dos Telles e o modernismo de Pablo que vem da sua melhor temporada sul-americana de sempre.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Rouxinol triunfa forte na abertura do CP


Ontem o Campo Pequeno abriu a temporada para um magnífico triunfo de Luís Rouxinol. As duas melhores lides pertenceram ao cavaleiro de Pegões mas a lide do quinto touro foi de antologia. A égua Viajante confirmou que é o melhor cavalo de toureio da actualidade, esteve simplesmente soberba com ferros de tirar a respiração. Para este animal não existem distancias impossíveis nem ferros atravessados. É sempre de frente e dando todas as vantagens ao touro. Magnífico!

Rui Fernandes esteve bastante irregular. Na sua primeira lide apanhou um excelente touro que arrancava de longe mas ao qual o cavaleiro não conseguiu dar uma lide acertada. Sacou do Vivaldi e abusou nos quiebros muito pronunciados que não são pêra doce com touros destes. No seu segundo rubricou uma lide correcta e possível a um touro complicado e mansote ao qual o cavaleiro retirou o possível.

João Moura foi a grande decepção da noite. O primeiro touro tinha qualidade mas o cavaleiro não conseguiu meter um único ferro de frente com qualidade apesar de ter sacado o Merlin. O cavalo Mancha Branca causou impacto nas bancadas quando entrou e denota ter qualidade nos recortes mas no que toca a ferros foi uma desgraça. Continuaram os ferros em redondo e o touro nesta altura já tinha pouca qualidade para fazer brilhar o cavaleiro nos recortes. No seu segundo, um manso descarado, João Moura simplesmente não lhe quis dar lide. Nem uma brega fez sem auxilio dos bandarilheiros, nem um ferro a entrar de frente no toiro e assim é difícil tirar uma lide a um toiro manso que apesar de o ser também não denotava perigo. Em suma, João Moura foi a grande decepção da corrida. De positivo teve o facto de recusar dar a volta no fim da segunda lide e de lançar o seu tricórnio a Luís Rouxinol após a lide de antologia que este efectuou.

Boas pegas dos amadores de Santarém e de Lisboa perante touros duros da ganadaria Palha. Extraordinário o terceiro e quinto touro de Palha. Mansos o quarto e sexto e razoáveis os dois restantes.

Nota: Após a lide do quinto touro, Luís Rouxinol foi anunciado para mais uma corrida no Campo Pequeno aos microfones da praça. Foi a prenda ideal para uma noite de sonho do cavaleiro de Pegões.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abertura da temporada no Campo Pequeno

É HOJE!!!
João Moura, Luís Rouxinol e Rui Fernandes

Forcados de Santarém e Lisboa e o grande atractivo desta corrida: o regresso dos Palhas a Lisboa 15 anos depois.

Eu espero para Lisboa um curro à semelhança dos que nos últimos anos têm ido a Madrid!

terça-feira, 27 de março de 2012

Está quase...



a abrir o abono no Campo Pequeno.

Se em Espanha a temporada taurina a sério começa em Sevilha na Feria de Abril, desde que o Campo Pequeno abriu que a data da inauguração da temporada lisboeta marca o início da temporada a sério em Portugal. Até lá, seja festival, seja garraiada ou festa de forcados os touros mais fracos vão sendo corridos por esse Portugal fora sem grande impacto no que falta correr na temporada.

A partir de 12 de Abril tudo isso vai mudar e a luta por um lugar nas melhores praças / feiras e por um lugar nos cartéis das figuras vai estar ao rubro, até porque este ano o cartel de abertura tem três cavaleiros que vão deixar o patamar artístico altíssimo.

Já só faltam 3 semanas...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobre o restante abono

Algumas considerações acerca do restante abono apresentado pelo Campo Pequeno:


Desvantagens
- Duas corridas mistas com lides a duo. Os cartéis com matadores têm que ser suficientemente atractivos por si só. Meter dois cavaleiros nas corridas mistas para atrair público provoca lides a duo que não têm qualquer interesse.

- Muita indefinição. Um cartel surpresa e dois cartéis por completar num total de 8 indica que quase metade do que foi apresentado não está completo.

- Falta de ganadarias duras no toureio a pé. São Torcato e Falé Filipe, ambas de encaste Domecq, são todos os anos as escolhidas para as corridas mistas em Portugal.

- A ausência de uma corrida Grave. Ainda pode vir na segunda parte do abono.

- Ausência de ganadarias míticas portuguesas como David Ribeiro Telles, Rio Frio e Fernando Palha.

Vantagens
- Finalmente os rejoneadores vêm tourear touros não murubes. Pablo com os seus conhecidos de à muitos anos, os Vinhas e Andy Cartagena com os triunfadores da temporada passada, os touros de Pinto Barreiros.

- Ao regresso dos Palhas junta-se o regresso muito ansiado dos Silvas. Touros grandes e complicados das melhores ganadarias portuguesas.

- Tentativa de tornar o abono mais tourista.

Previsões positivas
- Possível regresso de Rui Bento e José Luís Gonçalves às arenas.

- Tentativa de trazer José Tomás ao Campo Pequeno.

Cartaz do Campo Pequeno - 12 Abril abre a temporada

Várias notas sobre o 1 cartel do Campo Pequeno:


Desvantagens
- Não tem um rejoneador como eu tanto queria. Ainda não vai ser desta que veremos um rejoneador com touros difíceis.

- Não tem um toureiro a pé. Podia ser qualquer um da nova vaga, português, espanhol ou mexicano; era um delírio ver um toureiro a pé bandarilhar ou dar uns passes de muleta a um Palha no Campo Pequeno. Só o Campo Pequeno pode fazer renascer o toureio a pé em Portugal. Uma boa corrida a pé de Miura, Palha, Partido de Resina ou Victorino seria o ponto de partida.

Vantagens
- São três grandes cavaleiros que prometem competição máxima.

- Em Portugal premeia-se pouco os triunfos e estes são os triunfadores máximos da temporada passada e merecem este cartel.

- São os Palhas de regresso 15 anos depois ao Campo Pequeno.

- São dois bons grupos de forcados. Os Palhas só conseguirão ser pegados com muita técnica porque em força eles ganham.

Nota: O cartaz a fazer lembrar os 120 anos de história da catedral do toureio a cavalo está lindíssimo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

IGAC confirma Campo Pequeno de 1ª Categoria


A IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais) confirmou hoje que o Campo Pequeno é uma praça de Primeira Categoria. Com este documento a Sociedade do Campo Pequeno pode fazer prova da "categoria" da Monumental Lisboeta e assim prosseguir com a candidatura a Las Ventas (Madrid).

Foto: Farpas Blogue

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Categoria do Campo Pequeno


A ANOET (Espanhóis dum catano) classifica a Monumental do Campo Pequeno como sendo de segunda categoria o que dá um jeitasso a uma das concorrentes à adjudicação de Las Ventas.

Por mim tudo bem... se o Campo Pequeno é de segunda então Las Ventas, Pamplona e Sevilha são de terceira e por aí fora.

Haja paciência... O Campo Pequeno não é de primeira mas sim de primeiríssima categoria. Não há em Espanha uma praça que tenha simultaneamente uma história tão rica e condições de excepção como o Campo Pequeno. O Campo Pequeno está ao nível de Madrid, Bilbao, Sevilha, Pamplona, Arles, Cidade do México, etc. Para além disso em Portugal ainda temos outras praças de grande história e categoria como Santarém, Vila Franca, Moita, Montijo ou Évora. Temos também praças renovadas ou de funcionalidade exemplar como Évora, Lisboa, Redondo, Vinhais, Aldeia da Ponte ou Setúbal onde para além de corridas de touros ainda se efectuam outros espectáculos com toda a comodidade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Última hora: Rui Bento quer Las Ventas!

O empresário Português dignifica o nosso país ao tentar ir à luta pela praça de Las Ventas em Madrid em sociedade com Tomás Entero e Juan Carlos Beca Belmonte. O actual gerente do Campo Pequeno vai tentar alargar os seus horizontes para o país vizinho e logo a jogar uma aposta muito alta. As probabilidades de vitória não parecem ser muito grandes até porque do outro lado está uma empresa cotada como a Taurodelta reforçada com Simón Casas e Toño Matilla mas vale sempre a pena tentar desde que seja de uma forma que dignifique a tauromaquia.

Muito bem Sr. Rui Bento! Parabéns pela ousadia e por se mostrar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Prémios Campo Pequeno 2011 - II

Quanto aos prémios atribuídos pelo Campo Pequeno este ano, parecem-me de inteira justiça. Analisemos os principais: melhor cavaleiro, melhor matador e melhor ganadaria / touro.

Luís Rouxinol ou o papa-prémios como muitos o apelidam foi o melhor cavaleiro da temporada no CP. É um figurão do nosso toureio a cavalo e há muito que merecia uma noite como aquela que viveu na corrida da TVI este ano. Veio em substituição do rejoneador Andy Cartagena e deu merecidas três voltas à arena num toiro muito bom do Eng. Luís Rocha. Nas outras passagens por Lisboa andou regular e sempre de frente expondo-se como mandam as regras do bom toureio a cavalo. O cavalo Vinhas e a Égua russa são dois cavalos toureiros do outro mundo. Continua a fazer a sua carreira por Portugal toureando tudo quanto lhe metem à frente e isso tem um valor acrescido.

António Ferrera foi o primeiro matador do "novo" Campo Pequeno a sair pela porta grande. Apesar de discutível, a sua saída pela porta grande foi meritória porque se predispôs a lidar touros com idade, trapio e sem serem picados, contrariamente a outras figuras do toureio apeado que por cá passam. Além dessa noite teve uma outra onde lidou e "indultou" o melhor touro da época taurina na Monumental do Campo Pequeno.

Foi esse touro, o "Guarda", aquele que foi considerado o melhor da época. Pertença da ganadaria Rego Botelho, o "Guarda" foi um touro bravíssimo e nobre, com excelente apresentação ao qual foi dada uma lide muito correcta. Foi digno de Lisboa como seria de Sevilha ou de Madrid. Voltou para o campo e esperemos que dê frutos tão bravos como ele. Em suma, a corrida mais completa da temporada foi a de Rego Botelho mas o touro mais bravo, apesar de bem entregue, poderia ter recaído também no touro de Pinto Barreiros lidado por Salgueiro da Costa na corrida das novas dinastias. Foi um animal extraordinário a arrancar-se de praça a praça como à muito não se via na arena Lisboeta.

Nota: Deixo o apelo à empresa do Campo Pequeno para na próxima época fazerem os possíveis para repetir os triunfadores desta época. Rouxinol, Salgueiro da Costa, António Ferrera, Tiago Santos, Moura Jr, Ventura, Pinto Barreiros, Rego Botelho e Luís Rocha não podem faltar em 2012. Esperemos que venham todos com ganas de triunfar e de se superarem.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Prémios Campo Pequeno 2011


Melhor Cavaleiro – Luís Rouxinol
Melhor Matador – António Ferrera
Melhor Novilheiro – Tiago Santos
Melhor Forcado – João Brito (G.F.A.Santarém)
Melhor Peão Brega – David Antunes
Melhor Ganadaria – Rego Botelho
Melhor Toiro – “Guarda”(G. Rego Botelho)
Melhor Bandarilheiro – Deserto
Prémio Prestigio – Mário Freire (A Titulo Póstumo, concedido pela Empresa do Campo Pequeno)

Análise a estes prémios brevemente.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Apoderado? Pode ser um vendedor de Pneus"

Rui Bento Vasquez critica o facto de haver figuras do toureio a escolher apoderados que não estão minimamente preparados desempenhar essas funções.

"Qualquer um pode ser representante de uma figura do toureio... pode ser um vendedor de pneus..."

"os toureiros figuras tanto actuam no Campo Pequeno como no dia seguinte estão a actuar em Loures..."

Será de Moura e do seu apoderado que Rui Bento fala? Pelos menos as palavras encaixam na perfeição.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A embolação dos touros

A embolação dos touros é uma matéria de grande interesse na festa brava. Os touros embolados na praça horas antes da corrida perdem muita energia pelo que esta tarefa influência sobre-maneira o espectáculo.

Na minha opinião, os touros deveriam ser embolados no dia anterior na ganadaria de origem antes do embarque para a praça. Num ambiente que lhes é mais familiar, os touros poderão ser embolados com mais tranquilidade e de maneira mais eficiente.

No caso do toureio apeado, o manuseamento dos pitons do touro deve ser efectuado também nas ganadarias de origem pelas mesmas razões.

Nas fotos podem-se ver as modernas instalações de embolação do Campo Pequeno. Nas praças mais modernas os curros são deste género mas nas praças desmontáveis muitas vezes os touros são embolados nos camiões presos por uma corda.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A questão da iluminação dos curros.

Um comentário de um leitor aqui do blogue deixou uma questão pertinente em relação à iluminação dos curros, nomeadamente os do Campo Pequeno.

Eu sou a favor dos curros sem iluminação (tipo túnel com porta pequena) e passo a explicar as minhas razões:

1 - Penso que por mais que se iluminem os curros, numa corrida nocturna será impossível simular os mesmos watts que existem posteriormente na arena.
2 - A "flachada" de que se fala que os touros são alvos não é uma desvantagem apenas para o touro pois dificulta e muito o trabalho dos cavaleiros quando desejam fazer uma sorte gaiola visto que os touros saem com um comportamento ainda mais incerto.
3 - O touro tem uma excelente visibilidade nocturna pelo que se sente bastante confortável no escuro dos curros. Na escuridão, o toiro sente-se mais calmo e sossegado e no caso de se encontrar num curro em forma de túnel totalmente fechado não tem estímulos exteriores o que o leva a não se desgastar pelo que chega à arena nas suas plenas capacidades físicas de força.

Nota: como se pode ver nas fotos, o Campo Pequeno tanto possui a porta pequena tipo túnel como a porta maior (que existe em todas as praças e que serve para recolher os touros). Infelizmente, nunca vi a porta pequena ser utilizada.

Outra questão pertinente que vou abordar brevemente tem a ver com a embolação dos touros.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CP esgotado para deputado ver


A nível artístico a corrida de ontem não foi muito empolgante. Um primeiro touro bom bem lidado por Moura e um último touro excelente lidado o melhor que pôde por Francisco Palha foram o que de melhor aconteceu na última corrida do abono do Campo Pequeno. Os restantes touros, apesar de bem apresentados, não transmitiram nada salvando-se as boas maneiras de Vítor Ribeiro que apesar das más condições do astado lhe conseguiu dar uma lide.

Destaque para o facto do Campo Pequeno ter esgotado mais uma vez esta temporada numa época de grande crise financeira e para a presença de deputados da assembleia da república que vieram testemunhar a força da festa brava in loco.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Assim de repente...


A contrariar os tristes casos de Viana do Castelo e Cascais a tauromaquia respondeu com construções e reinaugurações de várias praças. Assim de repente, nos últimos 10 anos lembro-me de: Campo Pequeno, Elvas, Évora, Redondo, Vinhais, Soito, Idanha-a-Nova, Santo António das Areias, Setúbal e agora Azambuja. Para o ano está prometida a remodelação da praça de Estremoz.

Apesar dos antis e da crise há saúde na Festa Brava.